janeiro 22, 2026

EUA revelam plano diretor para Gaza, com previsão de obras de reforma das cidades: 'bela propriedade'


Durante anúncio do Conselho de Paz para Gaza feito por Donald Trump nesta quinta-feira (22) em Davos, na Suíça, foi anunciada um plano diretor de reestruturação do enclave palestino. O anúncio foi feito pelo genro de Trump, Jared Kushner, que desempenhou um papel fundamental na negociação do plano de paz para Gaza.

Segundo ele, a passagem de Rafah será reaberta e disse que será necessário ‘manter uma calma’ por 30 dias para início da estruturação.

Kushner encerra com um apelo após afirmar que está vendo ‘muitas pessoas tentando agravar a situação’.

‘Acho que a guerra acabou, vamos fazer o possível para tentar trabalhar juntos, nosso objetivo aqui é a paz entre Israel e o povo palestino. Todos querem viver em paz, todos querem viver com dignidade, então vamos concentrar nossos esforços em promover aqueles que estão trabalhando para construir essa realidade’.

Já Trump chamou Gaza de uma ‘bela propriedade’.

‘Sou apaixonado por imóveis e, para mim, tudo se resume à localização. Então pensei: Vejam só essa localização à beira-mar, vejam essa linda propriedade, o que ela poderia representar para tantas pessoas. Vai ser tão, tão bom. Pessoas que vivem em condições tão precárias vão passar a viver tão bem. Mas tudo começou com a localização’.

Novo plano em Gaza para Rafah. — Foto: Reprodução

Plano de reestruturação de Gaza. — Foto: Reprodução

Trump lança Conselho de Paz em Davos e anuncia que ‘não falou’ com a ONU

Assinatura de Trump em Conselho de Paz. — Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou nesta quinta-feira (22), em Davos, na Suíça, o Conselho de Paz para Gaza e que também serviria para diversos outros conflitos. De acordo com veículos de imprensa internacionais, ao todo 35 países concordaram em participar, dos mais de 50 convites enviados.

Entretanto, Trump ainda não possui confirmações de nomes importantes convidados, como o presidente russo, Vladimir Putin, e o líder chinês, Xi Jinping.

‘Este é um dia muito emocionante, que levou muito tempo para ser concretizado. Muitos países acabaram de receber o aviso e todos querem participar. Trabalharemos com muitos outros, incluindo as Nações Unidas’, afirmou Trump durante o anúncio.

A ONU tem um ‘potencial tremendo’, diz ele, mas não o tem utilizado. O republicano afirma que existem algumas ‘pessoas excelentes’ na ONU, mas acrescenta que não falou com nenhuma delas enquanto trabalhava nas ‘oito guerras que encerrei’.

Trump reclama que, embora a maioria dos aliados da OTAN tenha aumentado seus gastos militares, a Espanha, por sua insistência, está ficando para trás.

Em relação à Venezuela, Trump afirma que ‘todas as companhias petrolíferas’ querem entrar imediatamente.

‘No início deste mês, graças à habilidade, poder e força incomparáveis ​​das forças armadas dos EUA, que de longe possuem o exército mais poderoso do mundo, capturamos o ditador fora da lei Nicolás Maduro e o povo da Venezuela. Estamos abrindo o país para nossas gigantescas companhias petrolíferas e está indo muito bem. Já extraímos 50 milhões de barris de petróleo, e boa parte desse volume retornará à Venezuela’.

Estiveram presentes na cerimônia de anúncio:

  • Um representante do Bahrein,
  • Um representante de Marrocos,
  • O presidente da Argentina
  • Primeiro-ministro da Armênia
  • Presidente do Azerbaijão
  • Primeiro-ministro da Bulgária
  • Primeiro-ministro da Hungria
  • Presidente da Indonésia
  • Vice-primeiro-ministro da Jordânia
  • Presidente do Kosovo
  • Primeiro-ministro do Paquistão
  • Presidente do Paraguai
  • Primeiro-ministro do Catar
  • Ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita
  • Ministro das Relações Exteriores da Turquia
  • Um representante dos Emirados Árabes Unidos
  • O presidente do Uzbequistão
  • Primeiro-ministro da Mongólia

Cerca de 60 lideranças mundiais foram convidadas para participar do órgão criado por ele para supervisionar a transição de poder na Faixa de Gaza, inclusive o presidente Lula, que ainda não respondeu.

Países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão.

A comunidade internacional teme que o Conselho de Paz vire uma espécie de “ONU paralela” e enfraqueça o papel da Organização das Nações Unidas.

Nem todos foram revelados oficialmente. Porém, entre os nomes estão aliados do Oriente Médio como Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Catar e Egito. Os membros da OTAN Turquia e Hungria, entre outros.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o presidente russo Vladimir Putin concordou em participar do chamado Conselho de Paz, órgão proposto pelos americanos com o objetivo de supervisionar a reconstrução de Gaza.

Trump participa do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, e foi questionado sobre o convite feito a Putin. O nome é considerado polêmico, principalmente porque a Rússia está em guerra com a Ucrânia — conflito que desagrada vários países, como os da Europa. O presidente americano reconheceu que isso é verdade e disse que há pessoas controversas na equipe, mas que são pessoas que fazem o trabalho.

Pouco depois, a agência Reuters publicou que Putin comentou o assunto e disse que, na verdade, o convite ainda está sendo considerado. Mesmo assim, Trump afirmou a jornalistas que o presidente russo aceitou o convite. Com isso, há uma espécie de guerra de versões sobre o que realmente aconteceu.

Outros líderes também receberam o convite para integrar o conselho, entre eles o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Até agora, não há resposta se ele aceita, se aceitou ou se vai aceitar o convite.

Questionado sobre o tema em uma coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, não respondeu se o país aceitaria o convite. Apesar disso, ele deixou claro a defesa do país pelo sistema das Nações Unidas, criticada diretamente por Trump.

‘Pequim defende firmemente o sistema internacional com as Nações Unidas em seu centro, a ordem internacional baseada no direito internacional e as regras básicas das relações internacionais fundamentadas nos propósitos e princípios da Carta da ONU’, disse.

Atualmente, a China é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. A defesa chinesa nos últimos anos vem sendo por uma reformulação das Nações Unidas, mas sempre em defesa do multilateralismo.

‘O Conselho da Paz é uma organização internacional que visa promover a estabilidade, restaurar a governança confiável e legítima e garantir a paz duradoura em regiões afetadas ou ameaçadas por conflitos’, diz um trecho do documento de convite dos EUA.

Sobre o Conselho de Paz, até o momento, o que se sabe é que a Noruega anunciou que não vai participar do grupo. Nessa terça (20), Trump criticou duramente o país por não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz e misturou esse assunto com a ambição dele de controlar a Groenlândia. Vale lembrar que o prêmio é concedido por um comitê norueguês independente e não tem relação com o governo do país.

Conselho de Paz é lançado por Trump em Davos. — Foto: Reprodução



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