janeiro 27, 2026

Estratégia dos EUA ameaça pressionar Canadá e México por controle de fronteiras


Um documento do governo dos Estados Unidos que traça a Estratégia Nacional de Defesa para 2026 prevê a possibilidade de uso de ações militares contra países do hemisfério ocidental que não atendam ou que atrapalhem os interesses americanos. A ameaça aparece no texto de forma velada e não define exatamente o que seriam essas ações militares.

A estratégia também vale para países que não colaborarem no combate ao narcotráfico. O documento cita, inclusive, a possibilidade de obrigar Canadá e México, que fazem fronteira com os Estados Unidos, a ajudar no fechamento das fronteiras para impedir a entrada de imigrantes ilegais e do que chama de “narcoterroristas”.

O texto apresenta um conjunto diferente de ameaças à segurança dos Estados Unidos em relação ao que vinha sendo adotado até agora. A imigração passa a ser vista como um dos principais perigos, enquanto a ameaça representada pela Rússia e pela China é minimizada.

No documento, o Pentágono estabelece a proteção do território nacional como prioridade, e não mais a contenção da influência da China. Isso rompe com mais de uma década de política externa que considerava Pequim uma ameaça tanto à segurança quanto aos interesses econômicos americanos.

A estratégia definida fala em assegurar a plena dominância militar e comercial do Ártico até a América do Sul. O combate à ameaça representada pela China continua sendo citado, mas deixa de ser prioridade. O texto diz que essa ameaça pode ser afastada por meio da força e da contenção, sem buscar um confronto direto.

O documento também deixa claro que o Pentágono vai oferecer apoio mais limitado aos aliados, numa mensagem principalmente aos países europeus, que agora devem cuidar da própria defesa com menos auxílio de Washington.



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