janeiro 27, 2026

Ministros tentam convencer Toffoli a enviar caso Master à 1º instância para aliviar pressão


O desgaste enfrentado pelo STF em meio à manutenção de do ministro Dias Toffoli como relator do caso Master não deve acabar tão cedo. Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente do STF, Edson Fachin, disse que não vai cruzar os braços ao ser questionado sobre a participação de familiares do ministro Toffoli em negócios com Master e que fará o que for necessário, doa a quem doer.

É a segunda entrevista concedida pelo ministro nesta semana em meio ao desgaste enfrentado pelo Supremo como forma de tentar amenizar as críticas e mostrar que fará o que tiver que ser feito, inclusive, tirar Toffoli da relatoria.

Nos bastidores, os ministros tem tentado convencer Toffoli a enviar o caso à primeira instância para enfrentar menos pressão, mas o ministro segue reticente. Na entrevista, Fachin disse que eventuais irregularidades deverão ser analisadas pela segunda turma do STF. As recentes declarações de Fachin, até mais duras do que ele vinha fazendo, são vistas como dois recados: para fora, de que ele, como presidente, não vai se furtar de fazer algo que seja necessário, mas também para dentro, num claro recado aos ministros de que algo precisa ser feito e que soa como um alerta a Toffoli.

De outro lado, a crise pode respingar no Palácio do Planalto e a equipe de Lula já está atuando pra afastar a crise do Master do presidente. A divulgação do encontro de Lula com Daniel Vorcaro, em 2024, com a presença de Gabriel Galípolo, acendeu o alerta no governo.

Há um temor que o encontro possa ser usado para desgastar o governo em ano eleitoral. Segundo o Valor Econômico, o encontro foi no Planalto e Vorcaro teria reclamado que a concentração bancária no Brasil poderia afetar o Master. Como resposta, o presidente disse que o assunto era da seara do Banco Central, que deveria tratar do tema de forma isenta, técnica e devida.

O Planalto tenta apagar outro incêndio – o do contrato de consultoria fechado pelo escritório de Ricardo Lewandovski ao banco Master. A indicação partiu do líder do governo no Senado, Jacques Wagner, aliado de primeira hora de Lula e que trabalho diretamente com Rui Gosta, no governo da Bahia. Em nota, Lewandovski disse que, ao assumir o cargo de ministro da justiça, se retirou do escritório e suspendeu o registro na OAB, deixando de atuar em todos os casos. O contrato, no entanto, teria sido mantido pelo escritório.

Agora, o avanço das investigações pela Polícia Federal pode demorar mais do que o esperado. Isso porque, dos oito depoimentos marcados para esta semana, apenas dois aconteceram. Luiz Antonio Bull, que era diretor do Master e Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor de finanças do BRB foram os que prestaram esclarecimentos. Os outros disseram que não poderia responder às perguntas porque não tiveram acesso a todo o processo.



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