fevereiro 3, 2026

Irã diz que passou a adotar postura ofensiva na defesa e diz que EUA e Israel podem não ter lugar seguro


Em duas fortes declarações nesta terça-feira (4), o Irã revelou que passou a adotar uma postura ofensiva na sua estratégia militar de defesa. Além disso, o país completou dizendo que Israel e os Estados Unidos não terão lugar seguro em caso de ataque americano.

O Brigadeiro-General Kioumars Heidari afirmou que a segurança regional é irrelevante sem a segurança do Irã. Segundo ele, qualquer agressão contra o território iraniano será recebida com uma resposta dura e lamentável.

As declarações foram feitas próximas de um exercício militar do Exército iraniano em Qasr-e Shirin, no oeste do Irã.

Heidari disse que hoje as Forças Armadas da República Islâmica do Irã estão no auge de sua prontidão, poder e capacidade de dissuasão, mais do que nunca.

Ele acrescentou que a presença de inimigos poderosos nas águas do Golfo Pérsico serve como um sério aviso para eles e declarou que a conduta mais sensata para os americanos é agir racionalmente em relação ao país.

Referindo-se ao destacamento de equipamentos e frotas militares dos EUA na região, o Brigadeiro-General Heidari afirmou que essa presença representa um claro erro de cálculo.

Enquanto isso, o Major-General Mousavi, Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, anunciou oficialmente na segunda-feira (2) que a doutrina militar iraniana passou a adotar uma postura ofensiva. Ou seja, pode atacar em vez de reagir a ataques.

Prioridade inicial da reunião entre EUA-Irã é reduzir tensões e não chegar a acordo

Presidente do Irã, Massoud Pezeshkian. — Foto: Divulgação

A primeira prioridade da reunião de negociações entre Estados Unidos e o Irã nesta semana em Istambul, na Turquia, é evitar um conflito e reduzir as tensões entre os dois lados. A informação é da agência de notícias Reuters citando um funcionário envolvido nas conversas.

Além disso, diversas potências regionais foram convidadas. As conversas acontecerão entre ministros das Relações Exteriores. Os convidados são: Paquistão, Arábia Saudita, Catar, Egito, Omã e Emirados Árabes Unidos.

A reunião principal aconteceria na sexta-feira (6) e que era importante iniciar o diálogo entre as partes para evitar uma escalada ainda maior da situação.

Em uma publicação nas redes sociais nesta terça-feira (3), o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirma que as negociações devem ocorrer e ser mantidas para que ‘ameaças e expectativas irrazoáveis’ sejam evitadas.

‘Levando em consideração as demandas de países amigos da região para que se responda à sugestão do presidente dos EUA de iniciar negociações, instruí o ministro das Relações Exteriores a preparar o terreno para negociações equitativas e justas… caso surja uma atmosfera livre de ameaças e expectativas irrazoáveis’, escreveu.

Nesta segunda (2), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou em uma coletiva de imprensa que o país ‘nunca aceita ultimatos’. A fala de Esmaeil Baqhaei aconteceu após questionamento sobre o prazo de resposta do governo iraniano dado pelo governo Trump.

Com isso, o Irã se recusou a confirmar se recebeu um ultimato do presidente dos EUA para chegar a um acordo nuclear, depois que o líder americano afirmou ter dado à República Islâmica um limite para iniciar as negociações e ameaçou com ação militar.

Baqhaei disse que o país ‘sempre age com honestidade e seriedade nos processos diplomáticos, mas nunca aceita ultimatos’.

‘Por essa razão, tal declaração não pode ser confirmada’, completou.

Apesar disso, na mesma coletiva, o porta-voz disse que a estrutura para a negociação com os Estados Unidos será finalizada nos próximos dias.

‘Os países da região estão atuando como mediadores na troca de mensagens. Diversos pontos foram abordados e estamos examinando e finalizando os detalhes de cada etapa do processo diplomático, que esperamos concluir nos próximos dias. Isso diz respeito ao método e à estrutura’.



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