PGR denuncia delegados do Rio por associação criminosa e obstrução de Justiça no caso Marielle

A Procuradoria-Geral da República apresentou nesta sexta-feira (13) uma denúncia contra os delegados da Polícia Civil do Rio Rivaldo, Barbosa de Araújo, Giniton Lages e Marco Antônio de Barros, pelos crimes de associação criminosa e obstrução de Justiça no caso de assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. As acusações se referem a um suposto esquema para atrapalhar as investigações.
A denúncia foi apresentada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, e foi protocolada no Supremo Tribunal Federal. Segundo o MPF, os delegados atuaram para “garantir a impunidade de crimes de homicídio praticados por organizações criminosas, por meio de obstrução às investigações”.
De acordo com o procurador, o grupo agia de forma padronizada com ocultação de provas, incriminação de inocentes, testemunhos falsos, diligências inócuas, desaparecimento de provas e “teria se aproveitado de um contexto de “mercantilização de homicídios existente no Estado”.
O delegado Rivaldo Barbosa era chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro na época do crime. Já os delegados Lages e Barros, atuaram na investigação do caso.
A denúncia destaca que Rivaldo, na função de diretor da Divisão de Homicídios da Polícia, aderiu previamente ao plano do assassinato da vereadora, assumindo o compromisso de garantir impunidade aos autores do crime.
O vice-procurador geral da República pediu a condenação do trio por crimes de associação criminosa, obstrução de Justiça e a manutenção das medidas cautelares contra eles, além da perda do cargo público e a indenização por dano moral coletivo.







