Trump afirma que Conselho de Paz servirá para 'supervisionar' a ONU

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou as polêmicas sobre o Conselho de Paz e a ONU em discurso durante a primeira reunião do grupo nesta quinta-feira (19).
O republicano disse que planeja trabalhar em colaboração com as Nações Unidas e que possui um ‘potencial realmente enorme’. Apesar disso, completou:
‘O Conselho de Paz vai praticamente supervisionar as Nações Unidas e garantir que elas funcionem corretamente’.
A fala ocorre em um momento em que vários países aliados e até mesmo o Vaticano se recusaram a aderir ao conselho por considerarem que ele poderia usurpar o poder da ONU.
O presidente observou que, se a ONU precisar de ajuda ‘financeira’, o Conselho da Paz está preparado para intervir.
Ainda no discurso, o republicano afirmou que ‘parou oito guerras’ desde que assumiu o cargo e que o fim de ‘mais uma guerra’ está a caminho.
Além disso, Trump afirmou que saberão ‘ao longo dos próximos 10 dias’ o que acontecerá sobre o Irã, se uma negociação ou um ataque.
‘Talvez tenhamos que dar mais um passo, ou talvez não. Talvez cheguemos a um acordo. Provavelmente vocês saberão nos próximos 10 dias’.
Ainda em seu discurso, destacou seu genro Jared Kushner e o enviado especial dos EUA Steve Witkoff, sobre as negociações com o Irã.
‘O Irã é um ponto crítico neste momento. Eles estão se reunindo e têm um bom relacionamento com os representantes do Irã e, você sabe, boas conversas estão sendo realizadas. Ao longo dos anos, ficou comprovado que não é fácil chegar a um acordo significativo com o Irã. Precisamos chegar a um acordo significativo, caso contrário, coisas ruins acontecerão’.
O republicano também comentou que o país persa ‘não pode desenvolver’ uma arma nuclear.
‘Temos trabalho a fazer com o Irã. Eles não podem ter armas nucleares. É muito simples. Não pode haver paz no Oriente Médio se eles tiverem armas nucleares’.
Ainda durante sua fala, Trump comentou sobre planos de paz para a Faixa de Gaza. Segundo ele, atualmente ‘há paz no Oriente Médio’ e a guerra no enclave palestino ‘acabou’.
O presidente americano pressionou o Hamas a seguir o acordo combinado.
Trump se referiu a ataques israelenses ao longo das últimas semanas como ‘pequenas chamas’.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso no Conselho de Paz. — Foto: SAUL LOEB / AFP
Cerca de 60 lideranças mundiais foram convidadas para participar do órgão criado por ele para supervisionar a transição de poder na Faixa de Gaza, inclusive o presidente Lula, que ainda não respondeu.
Países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão.
A comunidade internacional teme que o Conselho de Paz vire uma espécie de “ONU paralela” e enfraqueça o papel da Organização das Nações Unidas.







