Novo chefe da Guarda Revolucionária do Irã é suspeito de atentados contra centro judaico na Argentina

O alto oficial militar iraniano Ahmad Vahidi foi nomeado no fim dessa segunda-feira (2) como o novo chefe da Guarda Revolucionária Islâmica. O comandante anterior, Mohammad Pakpour, morreu após ataques de Israel e dos Estados Unidos no sábado (28).
Vahidi, que anteriormente chefiou a Força Quds extraterritorial da Guarda Revolucionária Islâmica, é suspeito de estar por trás dos atentados contra a embaixada israelense e o centro comunitário judaico AMIA na Argentina, na década de 1990.
Em 1992, um atentado a bomba contra a embaixada israelense deixou 29 mortos. Dois anos depois, um caminhão carregado de explosivos invadiu o centro judaico em Buenos Aires e detonou, causando 85 mortos e 300 feridos.
A Argentina e Israel suspeitam há muito tempo que o Hezbollah realizou o ataque a pedido do Irã e, em 2024, mais de três décadas após os ataques mortais, um tribunal argentino culpou definitivamente o Irã pelo ataque, declarando-o um ‘estado terrorista’.
Vahidi é procurado pela Interpol desde 2007 por seu envolvimento nos atentados, com pouco sucesso, mas, após a decisão judicial, a Argentina renovou seu pedido à Interpol para prisão.
A mídia israelense relata nesta terça-feira (3) que novos ataques em Teerã, capital do Irã, mataram Ebn Al-Reza, novo ministro da Defesa iraniano. Essa informação foi revelada pelo canal 12. O ministro anterior tinha sido morto em outros ataques de Israel.
As Forças de Defesa de Israel anunciaram nesta terça-feira (3) que atacaram nas últimas horas, através da Força Aérea, o ‘complexo de liderança’ do Irã em Teerã, capital do país. Cerca de 100 caças lançaram mais de 250 bombas sobre o complexo.
Os edifícios visados no complexo incluíam o gabinete presidencial do Irã, a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, um complexo usado pelo ‘fórum mais importante’ do Irã para reuniões, bem como uma ‘instituição para treinamento de oficiais do exército iraniano’, de acordo com as Forças de Defesa de Israel.
‘O complexo de liderança do regime terrorista é um dos ativos mais seguros do Irã e se estende por várias ruas no coração de Teerã’, diz o exército, descrevendo como o ‘quartel-general mais importante e central do regime terrorista iraniano’.
Quarto dia da Guerra no Oriente Médio — Foto: AFP
‘A liderança e os responsáveis pela segurança do regime terrorista reuniam-se frequentemente no complexo e, a partir dali, realizavam, entre outras coisas, avaliações da situação relativa ao programa nuclear iraniano e ao avanço do plano para destruir o Estado de Israel’, segue a nota oficial.
Em outro bombardeio, Israel anunciou que concluiu uma série de ataques aéreos contra alvos militares do Hezbollah em Beirute, no Líbano.
Segundo nota oficial, os ataques atingiram depósitos de armas, centros de comando e equipamentos de ‘comunicações via satélite’ pertencentes à divisão de inteligência do Hezbollah.
‘Foram atingidos locais de comunicação usados pela organização terrorista Hezbollah como infraestrutura para o terrorismo, os quais a organização utilizava para realizar atividades terroristas, coletar informações e também para fins de propaganda’, afirmaram as Forças de Defesa de Israel.
A mídia libanesa noticiou que os estúdios do canal de notícias Al-Manar, pertencente ao Hezbollah, foram alvejados.
Antes dos ataques, as Forças de Defesa de Israel emitiram alertas de evacuação, ‘para mitigar os danos aos civis’, segundo o comunicado.
‘Todos os alvos atacados eram alvos terroristas destinados a serem usados pela organização terrorista para promover e executar diversos planos terroristas contra as forças das Forças de Defesa de Israel e cidadãos do Estado de Israel’.
Embaixada dos EUA em Israel diz não ter como ajudar ou evacuar cidadãos americanos do país
Explosão no Irã após ataque dos EUA e de Israel. — Foto: ATTA KENARE / AFP
A Embaixada dos EUA em Jerusalém, Israel, afirmou em uma nota publicada nas redes sociais que ‘não está em condições, neste momento, de evacuar ou auxiliar diretamente cidadãos americanos na saída de Israel’.
Segundo o texto, uma das recomendações seria o ônibus do Ministério do Turismo de Israel. No entanto, os Estados Unidos não poderiam garantir a segurança.
‘A Embaixada dos EUA não pode fazer nenhuma recomendação (a favor ou contra) o uso do ônibus do Ministério do Turismo. Se você optar por utilizar essa opção para sair do país, o governo dos EUA não pode garantir sua segurança’.
‘Os passageiros que desejarem atravessar para a Jordânia podem pegar o ônibus para Eilat e continuar por conta própria (de táxi) até a passagem de fronteira Yitzhak Rabin’.








