Anac reforça fiscalização de voos panorâmicos no Rio

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que está reforçando a fiscalização nas empresas que fazem voos panorâmicos na cidade do Rio. No sábado (9), a queda de um helicóptero na Vista Chinesa, Parque Nacional da Tijuca, matou quatro pessoas.
O piloto Alessandro Rocha, de 51 anos, foi enterrado nessa segunda-feira (10). Já os corpos de Rociô Cubilhos, de 59 anos; a filha, Wendy Manrique, de 37; e a neta, Sofia Murillo, de 17, ainda seguem no Instituto Médico Legal. Segundo fontes da CBN, os corpos já passaram por exames e devem ser liberados ainda nesta terça-feira (11). Como os corpos ficaram carbonizados, foi preciso fazer uma análise da arcada dentária e dos ossos.
A aeronave tinha documentação regular e autorização para passeios turísticos. A medida, conforme nota, é uma resposta a uma sequência de acidentes com helicópteros na cidade. A ideia é reforçar a segurança operacional desses voos.
Agora, a Anac quer verificar a situação das aeronaves, dos pilotos e das empresas que operam no segmento de Serviços Aéreos Especializados especialmente em voos panorâmicos.
Após o acidente do último sábado, a Prefeitura do Rio pediu à Anac que avaliasse mudanças nas normas para voos panorâmicos, incluindo a possibilidade de delimitar áreas específicas para essa atividade.
Relatórios obtidos pelo Ministério Público Federal apontam que a cidade tem cerca de 70 voos de helicóptero por dia levando turistas a pontos como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar. Em média, 223 passageiros transportados todos os dias.
A investigação sobre as causas do acidente de sábado ainda segue em andamento na delegacia da Tijuca. O Cenipa também segue apurando a queda da aeronave.



