Andy Burnham assume liderança do Partido Trabalhista do Reino Unido nesta sexta (17) para virar novo premiê

Está marcada para esta sexta-feira (17) a cerimônia de posse do político Andy Burnham para o Partido Trabalhista do Reino Unido. Com a decisão, ele se tornará, consequentemente, o novo primeiro-ministro do país, assumindo no lugar de Keir Starmer, que pediu para sair do cargo.
Ele obteve o apoio necessário dos deputados trabalhistas.
Burnham conseguiu o apoio de uma quantidade suficiente de deputados, mas ainda precisava obter a avaliação de três organizações afiliadas, incluindo pelo menos dois sindicatos, um trâmite que foi considerado apenas uma formalidade.
Apesar da chegada, ele se mudará para Downing Street provavelmente em 20 de julho, após conversa privada com o rei Carlos III.
A popularidade do primeiro-ministro Keir Starmer, no poder desde julho de 2024, despencou após vários escândalos e uma economia estagnada, o que levou diversas vozes dentro do trabalhismo a pedir sua renúncia.
Andy Burnham foi prefeito de Grande Manchester entre 2017 e 2026. — Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
O ex-prefeito da Grande Manchester, de 56 anos, venceu em 19 de junho uma eleição legislativa suplementar que lhe permitiu ocupar uma cadeira no Parlamento, condição necessária para iniciar a disputa pela liderança trabalhista.
Burnham já havia tentado em duas vezes o comando do trabalho, em 2010 e 2015.
Desde seu retorno ao Parlamento, Burnham começou a estabelecer suas prioridades para o governo, com a promessa de um amplo processo de descentralização que pretende estimular o crescimento econômico.
‘Vamos fazer o maior reequilíbrio de poderes que o nosso país já conheceu’, afirmou Burnham.
Filiado ao Partido Trabalhista desde 1985, quando tinha 15 anos, o agora primeiro-ministro começou sua carreira política em junho de 2001, quando entrou como membro do Parlamento britânico no distrito de Leigh. Ele ficou no cargo até maio de 2017.
Ele se identifica como centro-esquerda e, em 2025, chegou até mesmo a se chamar de ‘socialista’. Andy já comentou em outras ocasiões da necessidade de fomentar o coletivismo e a redistribuição, além de chamar o nacionalista como ‘forma deplorável de política’.
Na política externa, por exemplo, chegou a defender um posicionamento mais firme em defesa de Gaza.
Internamente, afirma que há necessidade de maior investimento no transporte público e sistema público de saúde, oferta de moradias e uma mudança nas desigualdades regionais entre norte e sul da Inglaterra.
Ao longo dos anos, assumindo cargos dentro do governo e como parlamentar, defendeu o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em 2026, no entanto, afirmou que era necessário uma postura mais livre sobre pessoas trans e ‘parar a discussão’ sobre os direitos.
Sobre a imigração, outro tema em voga no Reino Unido, ele foi contra projetos como o que determinava que proprietários de imóveis realizassem verificações de imigração para imigrantes ilegais.
Neste ano também, ele passou a mudar o discurso, como ao recuar os apelos que tinha pelo fim da regra que impede os imigrantes de conseguirem benefícios antes da residência permanente no país.
Novo premiê do Reino Unido, Andy Burnham, ao lado do anterior, Keir Starmer. — Foto: Reprodução/Wikimedia Commons



