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'Cheiro de decomposição muito forte', relata enfermeira sobre situação na Venezuela

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junho 29, 2026
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'Cheiro de decomposição muito forte', relata enfermeira sobre situação na Venezuela


‘Eles estão tentando fazer o possível para conseguir resgatar essas pessoas. Infelizmente, as pessoas mortas estão embaixo. A gente sabe porque o cheiro está muito forte na região da La Guaira. É uma desolação completa, é um caos completo também’.

Halima Husein também disse que uma réplica dos tremores voltou a assustar a população.

“Às 7h15 da manhã a gente teve uma nova réplica, que foi sentida bem forte aqui também. Foi um 4.7, parece, e estávamos todos saindo já para trabalhar.”

Segundo a coordenadora, a maioria dos feridos está sendo transferida para hospitais de Caracas, que enfrentam falta de insumos. Ela afirmou que o Médicos Sem Fronteiras conseguiu abastecer oito unidades de saúde em dois dias, mas disse que o trânsito dificulta a chegada das doações e o deslocamento das ambulâncias.

‘As pessoas estão tentando ajudar e, ao mesmo tempo, estão atrapalhando também. Às vezes as ambulâncias ficam trancadas no trânsito também. É um pouco complicado’.

Halima também relatou que ainda não há uma coordenação central entre as equipes de resgate que chegaram de diferentes países. Segundo ela, o governo tenta organizar as operações junto ao Ministério da Saúde, mas o trabalho avança lentamente e, na prática, cada organização atua de forma independente.

A enfermeira afirmou que a situação mais crítica continua em La Guaira, especialmente na região de Caraballeda, onde há grande quantidade de edifícios residenciais destruídos ou com risco de desabamento. Ela explicou que as réplicas continuam comprometendo estruturas já danificadas e dificultam os trabalhos de busca.

‘Em um prédio de 15 andares, por exemplo, do primeiro até o quinto ou sexto piso está completamente danificado. Ou seja, as pessoas que estão em cima estão ficando trancadas e não podem descer, porque as escadas estão colapsando também’.

Os tremores deixaram ao menos 1.450 pessoas mortas, mais de três mil feridas e mais de 12 mil desalojadas.



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