dezembro 30, 2025

Desemprego cai a 5,2% e atinge menor nível da série histórica, aponta IBGE


A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, o menor patamar desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (30).

Até então, o menor índice havia sido registrado no trimestre encerrado em outubro, com 5,4%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a taxa recuou 0,9 ponto percentual. Já em relação ao trimestre imediatamente anterior, encerrado em agosto, a queda foi de 0,4 ponto.

De acordo com o levantamento, o Brasil tinha 5,6 milhões de pessoas em busca de trabalho no período, o menor número já registrado na série histórica. Ao mesmo tempo, o contingente de pessoas ocupadas atingiu um novo recorde, com 103,2 milhões de brasileiros empregados. Com isso, a taxa de ocupação — proporção de pessoas com 14 anos ou mais que estão trabalhando — chegou a 59%, o maior nível já observado.

Para o economista André Perfeito, o resultado reflete um mercado de trabalho aquecido e transformações estruturais na forma de contratação.

“A Pnad Contínua mostra, mais uma vez, resultados muito benignos, muito positivos a respeito do mercado de trabalho. De novo teve uma queda para 5,2%, abaixo do consenso também de 5,4% dos economistas”, explicou.

Ainda de acordo com o economista, o desempenho não se explica apenas pelo crescimento da atividade econômica.

“Isso é derivado de um mercado de trabalho aquecido, mas não só por questões microeconômicas. Há mudanças no regime de trabalho, como o avanço do trabalhador autônomo e de outras formas ligadas a aplicativos, por exemplo. Isso gerou um impulso muito grande desse mercado específico”, completou.

Apesar da melhora nos indicadores, a taxa de informalidade ficou em 37,7%, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores sem carteira assinada ou CNPJ. Ainda assim, o índice é menor do que o registrado no trimestre encerrado em agosto e também no mesmo período do ano passado.

A redução da informalidade foi influenciada pelo aumento do número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, que chegou a 39,4 milhões de pessoas — um crescimento de 2,6% em um ano.

A pesquisa também apontou avanço na renda. O rendimento médio real dos trabalhadores alcançou R$ 3.574, o maior valor já registrado pela série histórica do IBGE.



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