Dois homens são condenados em júri popular por morte de Mãe Bernadete

Os dois homens que passaram por júri popular pelo assassinato da Mãe Bernadete, líder quilombola, foram condenados ontem em Salvador, quase três anos após o crime.
A decisão saiu com volta das 21h de terça-feira (14), após dois dias de audiência no Fórum Criminal Ruy Barbosa, em Salvador. Apontado como mandante do crime, Arielson da Conceição Santos, recebeu a pena de 29 anos e nove meses de prisão.
Já Marilio dos Santos, que é apontado como executor do crime, está foragido. No entanto, como tem advogado constituído, foi a júri e pegou 40 anos, cinco meses e 22 dias de prisão.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, os dois foram condenados por homicídio qualificado, por motivo torpe, meio cruel, com impossibilidade de defesa da vítima e utilização de arma de uso restrito. Arielson também foi condenado por roubo.
A dupla deverá cumprir a decisão em regime fechado. Apesar disso, não há detalhes ainda sobre o paradeiro de Marilho.
Em nota, a Anistia Internacional, que tem acompanhado o caso, comemorou as condenações e destacou necessidade de responsabilização dos demais.
O crime ocorreu em agosto de 2023, no quilombo Pitanga dos Palmares, na cidade de Simões Filho, que fica na Região Metropolitana de Salvador. Mãe Bernadete estava dentro da casa onde morava com os três netos.
Dois homens usando capacetes entraram no imóvel, tiraram os netos de Mãe Bernadete da sala e efetuaram 25 disparos. O inquérito policial concluiu que o crime foi cometido a mando de um chefe do tráfico de drogas da região.
Ao todo, seis homens são suspeitos de envolvimento na ação, mas apenas dois deles foram julgados neste primeiro momento.







