Em coletiva, Trump diz que Irã 'pode ser todo eliminado' na noite desta terça (7)

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (7), o presidente dos Estados Unidos reafirmou que o país segue ‘incrivelmente bem na guerra’. Ele também mencionou o prazo final de amanhã à noite para a realização de ataques contra a infraestrutura de energia e transporte do Irã, caso Teerã não abra o Estreito de Ormuz.
‘O país inteiro pode ser eliminado em uma noite, e essa noite pode ser amanhã à noite’, disse Donald Trump.
Na última terça, Trump deu um ultimato ao Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.
Donald Trump também celebrou as recentes buscas para resgatar dois aviadores abatidas no Irã. Segundo ele, operação foi uma das mais angustiantes.
‘Celebrar o sucesso de uma das maiores, mais complexas e mais angustiantes buscas em combate… já realizadas pelos militares’. (…) ‘Fomos ajudados por muitas pessoas, muitas pessoas excelentes’
De acordo com relatos, Israel teve participação relevante na operação que resgatou o piloto e o copiloto do F-15E abatido.
‘Tivemos um pouco de sorte também’, disse o líder dos EUA ao elogiar a coragem dos dois aviadores resgatados.
Trump criticou coberturas jornalísticas
Trump direcionou grande parte de suas críticas à cobertura da imprensa sobre o resgate dos dois tripulantes americanos do F-15, alegando que um vazamento de informações dentro do governo colocou em risco vidas americanas em território iraniano.
O presidente dos Estados Unidos mantém um histórico de atritos com jornalistas.
Desta vez, porém, o tom foi mais duro. Ele afirmou que os profissionais responsáveis pela divulgação da informação ‘entregarão’ a fonte ou ‘irão para a cadeia’.
‘Vamos até a empresa de mídia que divulgou isso e vamos dizer: ‘Segurança nacional, entreguem isso ou vão para a cadeia”, acrescenta ele.
A declaração tende a gerar reação entre veículos e profissionais da imprensa americana, alguns dos quais já acusaram Trump de tentar limitar a liberdade de imprensa, algo que nega.
Segundo o presidente, o vazamento dificultou ainda mais a operação de busca pelo militar desaparecido. “Precisamos encontrar quem vazou a informação, porque essa pessoa é doente; provavelmente não tinha noção da gravidade da situação… Ela colocou esta missão em grande risco.”
Agora, sabe-se que diversos veículos de comunicação dos EUA optaram por adiar a publicação da missão de resgate realizada no fim de semana, que recuperou o oficial de sistemas de armas do F-15, enquanto a operação ainda estava em andamento.
Irã envia contraproposta defendendo fim da guerra e não cessar-fogo; EUA consideram ‘maximalista’
O Irã enviou ao Paquistão uma contraproposta para o fim da guerra no Oriente Médio. Nela, o país defende que não se tenha um cessar-fogo, mas um ‘fim permanente à guerra, respeitando as considerações iranianas’.
Segundo a agência de notícias estatal IRNA, um protocolo para passagem segura pelo Estreito de Ormuz e o fim das sanções estão entre os pedidos.
A agência de notícias afirmou que a resposta foi dada após os acontecimentos do fim de semana no oeste e centro do Irã, que, segundo ela, demonstram a superioridade do Irã no conflito.
A agência acrescenta que ‘após duas semanas de reflexão, o Irã enviou sua resposta à proposta dos EUA para o fim da guerra por meio do Paquistão. A resposta consiste em 10 pontos e inclui a reafirmação da rejeição a um cessar-fogo temporário, enfatizando a necessidade de um fim permanente para a guerra, levando em consideração os comentários recebidos’.
O relatório também se referiu ao que chamou de ‘fracasso catastrófico’ de uma operação aerotransportada dos EUA e afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, se distanciou de ameaças anteriores ao estender repetidamente o prazo.
A proposta, segundo o site Axios, possui 10 pontos. Os Estados Unidos ainda não responderam;
Um oficial americano afirmou ao veículo, contudo, que a proposta do Irã foi considerada ‘maximalista’, sem deixar claro se ela permitiria uma solução diplomática.
Guarda Revolucionária afirma que Estreito de Ormuz ‘nunca mais voltará ao seu estado anterior’
Estreito de Ormuz. — Foto: Reprodução
O Comando Naval da Guarda Revolucionária iraniana afirmou nesta segunda-feira (6) em uma postagem nas redes sociais que o Estreito de Ormuz ‘nunca mais voltará ao seu estado anterior, especialmente para os Estados Unidos e Israel’.
O comunicado diz que a Marinha está ’em processo de conclusão dos preparativos operacionais para o plano anunciado pelas autoridades iranianas para a nova ordem no Golfo Pérsico’. Não foram ditos maiores detalhes.
O Irã e os Estados Unidos receberam um plano para um cessa-fogo temporário que depois se tornaria um plano de paz para a guerra do Oriente Médio. As informações são da agência de notícias Reuters.
Entre as propostas, se forem concordadas pelas partes, está da reabertura ainda nesta segunda-feira (6) do Estreito de Ormuz.
O potencial acordo, que assumiria a forma de um memorando de entendimento, foi finalizado pelo Paquistão e enviado ao Irã e a Israel durante a noite, disse a agência, confirmando o que o site Axios havia relatado anteriormente sobre a possibilidade de um acordo em duas fases, com uma trégua imediata seguida de um acordo abrangente.
‘Todos os elementos devem ser acordados nesta segunda’, disse a fonte, enfatizando, porém, ao contrário do que o Axios havia relatado, que o Paquistão é o único canal de comunicação entre as partes.
Em resposta, o Irã anunciou que elaborou sua resposta às propostas transmitidas por meio de mediadores e a anunciará quando necessário, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.








