Estudo do Conselho do Corinthians recomenda recuperação judicial ou extrajudicial para enfrentamento de dívida bilionária

Um estudo do Conselho Deliberativo do Corinthians recomendou que a diretoria executiva avalie fazer uma recuperação extrajudicial ou judicial para conter a crise financeira do clube. O levantamento foi realizado por um grupo de sete especialistas, instaurado em março pelo presidente do Conselho, Romeu Tuma Júnior.
A equipe concluiu que o Regime Centralizado de Execuções, atualmente em vigor, é insuficiente para o enfrentamento estrutural da dívida corintiana, que gira em torno de R$ 2,8 bi.
Uma ação de recuperação extrajudicial ou judicial permitiria que o clube reestruture as dívidas, reorganize as operações e apresente um plano de pagamentos dos débitos, de modo a evitar a falência.
Na hipótese da medida judicial, o processo tem intermediação da Justiça e, na extrajudicial, há negociação direta com os credores.
Alguns processos precisam ser seguidos para a aplicação da medida. Uma das necessidades é a comunicação à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol, criada pela CBF, e responsável pelo sistema de saúde financeira dos clubes.
A outra providência é a formação de um Comitê Executivo de Reestruturação, com participação de diferentes departamentos do clube.



