Ex-presidente do INSS e mais 47 teriam desviado R$ 708 milhões de aposentados em esquema, aponta PF

A Polícia Federal concluiu uma das investigações sobre as fraudes do INSS e indiciou 48 pessoas por parte do esquema, que teria desviado mais de R$708 milhões de aposentados e pensionistas. O relatório final da investigação foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que é o relator do caso.
Etapa da apuração envolve suspeitas de irregularidade na atuação da CONAFER, que é a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais, uma das entidades investigadas por realizar descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Entre os indiciados está o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanuto, o presidente da CONAFER, Carlos Roberto Ferreira Lopes, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como ‘careca do INSS’. De acordo com a Polícia Federal, a organização criminosa desviou mais de R$708 milhões por meio de descontos associativos não autorizados, feitos diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas.
O senador Carlos Viana, do PSD de Minas, foi o presidente da CPMI e do INSS, e afirmou que o indiciamento confirma o trabalho feito pelo colegiado. Vamos ouvir.
‘A Polícia Federal confirmou, por meio das investigações, todo o trabalho que nós fizemos à frente da CPMI e do INSS, e que, infelizmente, não teve um relatório aprovado, mas deixou toda uma série de provas e indícios, testemunhas, prontas para que a justiça pudesse agir, e hoje nós estamos acompanhando com muita satisfação que, pelo menos, 48 pessoas estão iniciadas em um dos maiores escândalos em roubar aposentados do nosso país.’
Investigação faz parte da operação Sem Desconto, que apura um esquema nacional de cobranças indevidas em aposentadorias e pensões pagas pelo INSS. As investigações da PF sobre outras entidades suspeitas e outros núcleos do esquema continuam em andamento em procedimentos separados. Eu volto com você.



