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Federação União-PP deve oficializar Marcelo Aro ao governo de Minas

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agosto 3, 2026
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Federação União-PP deve oficializar Marcelo Aro ao governo de Minas


Com a saída oficial do senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, da disputa ao governo de Minas Gerais, a direita volta as atenções para a convenção partidária da Federação União Brasil-Progressistas, que deve confirmar o ex-secretário de Estado da Casa Civil, Marcelo Aro, como candidato ao governo do estado. O evento vai ser realizado na noite desta segunda-feira, na Assembleia Legislativa de Minas, em Belo Horizonte.

Mesmo sendo líder nas pesquisas eleitorais até agora, Cleitinho comunicou oficialmente que desistiu da candidatura após uma reunião com o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira, nesta segunda-feira (03), em Brasília. O senador também era o principal nome apoiado pelo PL para um palanque em Minas para Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

Em vídeo postado em uma rede social da legenda, Cleitinho chora e diz que não está pronto para participar da disputa por causa da morte recente do irmão mais novo, vítima de câncer.

“Eu vim com o coração aberto para falar que, nesse momento agora, pelas circunstâncias da minha vida, não tem como eu entrar numa campanha agora sem eu cuidar de mim primeiro e cuidar da minha família. O que está acontecendo hoje é isso. Eu venho novamente aqui falar ao povo mineiro, me fez liberar a pesquisa aí em 40% até agora e pedir perdão por eu não estar bem agora, nesse momento não. Vou continuar seguindo meu caminho aqui, honrando vocês aqui (no Senado), pode ter certeza disso”, afirmou.

A desistência oficial de Cleitinho pôs fim ao impasse em relação à candidatura ao governo de Minas e aos atritos públicos entre o senador e a cúpula do Republicanos. O parlamentar havia sido excluído da disputa pelo partido, no dia 29 de julho, depois de não comparecer à convenção estadual da legenda, conforme lembrou Marcos Pereira.

“Cleitinho não compareceu à convenção. Eu pedi que ele pudesse ir a São Paulo para gravar comigo, dizendo que ele era candidato, mas demos a oportunidade até terça-feira à noite (28). Não foi possível o comparecimento, muito por conta desse momento de luto, de dor que ele está passando, não só ele, mas também a sua família. E nós debatemos exaustivamente com Cleitinho, nós ligamos para os possíveis partidos aliados, o PL, para o União, para o Progressista. Mas o partido Republicanos, mesmo depois de quarta-feira para cá, deu toda a oportunidade para que ele pudesse ser candidato, mas ele tem uma decisão pessoal”, afirmou.

No mesmo dia em que foi retirado do pleito pelo Republicanos, Cleitinho convocou uma coletiva em que disse que queria ser candidato, mas ainda não havia dado uma resposta ao partido por causa do luto. Ele também fez acusações contra os correligionários por não respeitarem o momento difícil da família.

Enquanto o senador ainda estava indeciso, o Republicanos já buscava outro candidato. Marcelo Aro surgiu, então, como alternativa. Na última quinta-feira, ele oficializou o rompimento com o governador Mateus Simões, do PSD, que é candidato à reeleição, e informou que não iria compor a chapa governista como candidato ao Senado.

A decisão foi vista por Simões e pelo ex-governador Romeu Zema, do NOVO, como traição, já que Aro também era um dos principais coordenadores de campanha do atual governador. O ex-secretário de governo ainda não se pronunciou sobre as últimas movimentações políticas e nem sobre as acusações dos ex-aliados.



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