Flávio Bolsonaro reforça segurança com triplo de policiais do Senado após relatar aumento de ameaças

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, anunciou nesta quarta-feira (22) que terá a segurança reforçada pela Polícia do Senado após relatar um aumento nas ameaças contra ele durante o período pré-eleitoral. A medida foi divulgada dois dias depois de o parlamentar recusar a proteção oferecida pela Polícia Federal para a campanha.
Segundo Flávio Bolsonaro, um levantamento da Polícia do Senado identificou, desde o início de junho, mais de 2 mil conteúdos com ameaças explícitas, incitação à violência, referências codificadas e manifestações associadas a possíveis ataques contra o senador.
De acordo com a equipe de campanha, o novo esquema de segurança prevê o triplo de policiais do Senado destacados para a proteção do parlamentar e o uso permanente de colete à prova de balas.
Esquema de segurança será ampliado
Entre as medidas anunciadas estão o reforço do armamento e dos equipamentos utilizados pela equipe de segurança, o aumento do número de viaturas e a criação, em Brasília, de um centro de comando que funcionará 24 horas por dia para monitorar e acompanhar os deslocamentos do pré-candidato em conjunto com as equipes de campo.
Ao recusar a segurança da Polícia Federal, Flávio Bolsonaro afirmou que não confia no diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e alegou haver infiltrados da PF em sua campanha.
Pedido de esclarecimentos
Nas eleições de 2022, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou a segurança fornecida pela Polícia Federal, que presta esse serviço aos candidatos que solicitam a proteção.
Nesta semana, o pré-candidato Renan Santos, do Missão, antecipou a convenção partidária após identificar ameaças, permitindo que a Polícia Federal passasse a atuar oficialmente na segurança da campanha.
A CBN procurou a assessoria do Senado para confirmar os números de ameaças informados por Flávio Bolsonaro e obter mais detalhes sobre o reforço no esquema de segurança, mas não havia recebido resposta até a publicação desta reportagem.



