Guerra no Oriente Médio pode entrar em fase mais grave, alerta especialista

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “o tempo está se esgotando” para o Irã fechar um acordo que acabasse com a guerra no Oriente Médio ou reabrir o Estreito de Ormuz, e prometeu um “inferno” caso o prazo não seja respeitado. Já autoridades iranianas reagiram dizendo que as portas do inferno se abrirão para eles – em referência aos EUA.
Em entrevista à CBN, o cientista político Maurício Santoro, professor de Relações Internacionais, avalia que o conflito pode entrar em uma etapa mais profunda, caso haja uma ofensiva terrestre americana.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — Foto: Jim WATSON / AFP
Segundo ele, o governo de Donald Trump tem adotado um discurso ambíguo: “nessas últimas semanas, o presidente americano fez uma série de declarações um tanto ambíguas e contraditórias”. Ao mesmo tempo em que tenta acalmar a população e os mercados, Trump mantém ameaças ao Irã.
Para Santoro, há sinais de preparação militar. “O que a gente pode inferir pelo planejamento militar dos americanos é a preparação para algum tipo de ataque terrestre contra o Irã”, disse. Ele alerta que esse movimento mudaria o patamar da guerra:
“Se isso de fato acontecer, vai ser uma escalada muito grande no conflito”.
O especialista também destaca os impactos econômicos globais. “A gente está falando de algo que tem um impacto muito além dos próprios Estados Unidos e do Irã”, afirmou, citando o risco de alta nos preços de combustíveis e até recessão em diferentes países.
Santoro ainda chama atenção para a falta de clareza nos objetivos da ofensiva americana.
“O que os americanos estão buscando com essa guerra exatamente? Isso ficou muito vago, muito confuso”, disse.
Por fim, ele aponta que as chances de solução diplomática, neste momento, são limitadas: “Até esse momento, as perspectivas de uma solução pacífica por meio de uma negociação diplomática não estão avançando muito”.








