março 6, 2026

Israel afirma que campanha militar com os EUA contra o Irã está 'muito melhor que o esperado', diz jornal


Um alto funcionário do governo de Israel afirmou para o jornal Times of Israel que a campanha militar conjunta com os Estados Unidos no Irã está indo ‘muito melhor do que o esperado’.

‘Ninguém poderia ter previsto uma execução tão tranquila. Com cargas tão pesadas sendo lançadas e um nível de coordenação tão complexo exigido, ninguém poderia ter antecipado um sucesso tão rápido’, afirmou.

O funcionário prosseguiu descrevendo as conquistas de Israel como ‘épicas’.

Autoridades americanas e israelenses afirmaram que suas forças armadas praticamente tomaram o controle do espaço aéreo sobre Teerã, tendo supostamente destruído a maior parte das defesas aéreas e lançadores de mísseis do Irã.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que os ataques estavam ‘prestes a aumentar drasticamente’, enquanto os militares israelenses indicaram que iniciaram uma nova fase em sua campanha de bombardeio, com ‘movimentos surpreendentes adicionais em nossas mãos’.

O exército iraniano, por sua vez, prometeu continuar a atacar os países do Golfo em ataques retaliatórios, incluindo bases militares americanas localizadas em toda a região.

‘Nas últimas horas, vários tipos de drones destrutivos das forças terrestres do exército atacaram bases militares americanas no Kuwait em grande número’, afirmou nesta sexta-feira (6) o exército iraniano em um comunicado divulgado pela agência de notícias semioficial iraniana Mehr.

Países do Golfo criticam governo Trump por iniciar ataque contra Irã sem aviso prévio

Ataques dos EUA e de Israel contra Irã. — Foto: ALEX MITA / IRIB TV / AFP

Autoridades de dois países do Golfo expressaram profunda decepção e criticaram a forma como o governo Trump iniciou o conflito no Oriente Médio contra o Irã no último sábado (28). A informação é do jornal britânico The Independent.

Eles defenderam que seus governos não receberam nenhum aviso prévio do ataque israelense-americano e que seus alertas anteriores sobre as consequências potencialmente devastadoras da guerra para a região foram ignorados.

Um oficial expressou a profunda frustração e até mesmo a raiva entre os países do Golfo em relação ao que consideram uma defesa insuficiente por parte das forças armadas americanas. Há uma crença generalizada na região, diz ele, de que as operações têm se concentrado principalmente na proteção de Israel e das tropas americanas, obrigando as nações do Golfo a se defenderem sozinhas.

Ele acrescentou que o estoque de drones interceptores de seu país está ‘se esgotando rapidamente’.

Esses representantes do Golfo falaram anonimamente, alegando a natureza confidencial das discussões diplomáticas. Os pedidos de comentários aos governos da Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein não foram respondidos.

A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, respondeu ao caso.

‘Os ataques retaliatórios do Irã com mísseis balísticos diminuíram 90% porque a Operação Epic Fury está destruindo sua capacidade de lançar essas armas ou produzir mais. O presidente Trump está em contato próximo com todos os nossos parceiros regionais, e os ataques do regime terrorista iraniano contra seus vizinhos comprovam o quão imperativo era que o presidente Trump eliminasse essa ameaça ao nosso país e aos nossos aliados’.

Irã promete usar mísseis mais modernos nos próximos dias de guerra

Míssil iraniano atinge Israel em meio a guerra no Oriente Médio. — Foto: JACK GUEZ / AFP

A TV estatal iraniana revelou que o país está se preparando para lançar mísseis de guerra mais modernos e novos nos próximos dias de guerra no Oriente Médio com os Estados Unidos e Israel. Apesar disso, não foram revelados quais mísseis seriam esses.

Segundo a agência de notícias Fars News, esses equipamentos estariam sendo reunidos para lançamentos mais fortes em breve.

O oficial que repassou a informação afirmou que os mísseis usados ​​no conflito datam de 2012, 2013 e 2014, acrescentando que a linha de montagem de mísseis no Irã ‘sempre esteve ativa’ e que o processo de fabricação ‘está em andamento de forma simultânea e contínua’.

Ele afirmou que nos próximos dias ‘um novo estilo de ataques utilizando mísseis de longo alcance avançados e menos comuns será colocado em pauta’.

Em meio a isso, a tv estatal também revelou que um conselho de líderes do país se reuniu para discutir como realizar uma reunião da Assembleia de Clérigos, que escolherá o novo líder supremo da nação, após Israel e os EUA terem assassinado o antigo líder, Ali Khamenei, no último sábado (28).

O conselho de liderança inclui o presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do judiciário Gholam Hossein Mohseni Ejehi e o clérigo Aiatolá Ali Reza Arafi.

A declaração da televisão estatal não fornece um cronograma para a seleção do líder supremo, nem informações sobre se a Assembleia se reunirá presencialmente ou remotamente para a votação.

Edifícios associados à Assembleia de Clérigo, um painel composto por 88 membros, foram atacados durante a campanha de ataques aéreos israelenses-americanos.

Além disso, o velório de Khamenei ainda não teve um cronograma definido após ter sido adiado devido a grande comoção popular, segundo o Irã.



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