Ivete, Anitta, Pedro Sampaio, Melody e até a IA: de quem vai ser o hit do carnaval?

‘Vampirinha’ só chega às plataformas digitais na segunda-feira (12), mas já desponta como um dos hits desse carnaval. A aposta desse ano da Ivete Sangalo é fruto de uma parceria com o compositor Samir Trindade, que já rendeu sucessos como ‘Macetando’, música que reinou no Carnaval de 2024.
Para o Samir, ‘Vampirinha’ também vai fazer história. “”Vampirinha’ vai fazer muita gente se divertir. ‘Macetando’ foi uma onda massa que teve esse jeitão viral. Juntou duas artistas gigantes. Misturou o funk com axé, pagodão. Uma combinação realmente explosiva. Veveta é um artista que me deixa muito confortável para criar, porque eu sei que ela é uma das poucas cantoras que mandam bem cantando de tudo”, conta.
Na disputa para dominar a maior festa do Brasil, Pedro Sampaio chega não só com um, mas com vários hits. Um deles é ‘Jetski’. Além de cantor, Pedro Sampaio é DJ e produtor das próprias músicas.
Pra ele, o segredo pra conquistar o público no carnaval é abusar das batidas. “Eu acho que qualquer música minha, se for lançada no período de carnaval, vai encaixar perfeitamente. Tem essa batida brasileira, mas ao mesmo tempo original, porque o fato de eu ser produtor musical, de eu produzir as minhas próprias músicas, faz com que eu consiga trazer uma energia diferente na batida. E em muitas das minhas músicas, é aí que tá o segredo, sabe? É aí que tá a essência da parada, é aí que se diferencia. É aí que a música se destaca, é na produção. E acho que ‘Jetski’ tem muito isso. ‘Atenção’, com a Luisa (Sonza), tem muito isso também. Bota ela num nível de energia a mais, porque a batida é mais potente, mais forte, mais presente. Faz a pessoa tirar o pé do chão, dançar”, analisa.
‘Jetski’ é uma parceria com a cantora Melody e o MC Menó K. Foi lançada em dezembro e logo viralizou com vídeos da coreografia. O sucesso foi tanto que a música alcançou o segundo lugar do Spotify no Brasil.
Melody é outra artista que investiu pesado nos hits de carnaval. Além de cantar com Pedro Sampaio, ela tem tudo pra bombar com “Desliza”, do Léo Santana, e com “Balanço da água”, lançada nesta quinta-feira (08), com Felipe Amorim e Matheus Alves.
Agora adulta, com quase 19 anos, esse carnaval marca a estreia da Melody na disputa e também uma nova fase da carreira. “Eu e minha equipe sempre tivemos um tipo de planejamento e estratégia de lançamentos. Porém, agora iniciou uma nova era da Melody. Adulta, com trabalhos grandes… No ano passado, eu comecei a aquecer meus hits pro carnaval, começando com a música ‘Desliza’. Mas, ela era só a primeira de muitas. Fora ‘Jetski’… Assim que eu ouvi cada uma delas, já imaginei a galera cantando e dançando no carnaval. E o intuito de ambas foi direcionado ao carnaval e verão”, conta.
Música feita por IA e clássico de 1979 entram na disputa
Mas o hit do carnaval pode surpreender. Esse ano, até a inteligência artificial entrou na disputa. Estamos falando de ‘A sina de Ofélia’, que foi criada por IA como um pagode a partir de uma música da Taylor Swift. Também concorre ao título “Freak le boom boom”, um clássico de 1979 da Gretchen.
As duas estão bombando na internet desde o fim do ano passado, mas devem perder força, na avaliação do crítico Mauro Ferreira. No caso da “Sina de Ofélia”, há questões éticas envolvidas. “A IA dispõe barreiras legais, éticas. Eu acho que, como também não há uma máquina promocional em cima, eu acredito que isso, apesar do sucesso dessa música, ela não deve ser, ela deve morrer na praia, digamos assim”, analisa.
Já o hit da Gretchen, na opinião do crítico, deve ficar restrito às redes sociais. “Eu acho que, nesse caso, as músicas antigas têm um efeito viral reduzido. Uma música para guiar multidões, para todo mundo ir cantando – como eu presenciei quando eu saí do metrô lotado, todo mundo cantando ‘Macetando’ -, isso vai acontecer com alguma música recente que está sendo lançada para isso”, opina.
Nas redes sociais, também despontam os virais ‘Alô Virgínia’, do Grupo Chocolate e Turma do Pagode, e ‘Fanatismo’, da cantora sergipana Yasmin Sensação.
Daniela Mercury aposta em parceria com Alcione
Com 40 anos de carreira, a cantora Daniela Mercury já teve dezenas de hits no carnaval. Quem não lembra de “O canto da cidade”? Esse ano, ela aposta em “É terreiro”, uma parceria com a Alcione. A Daniela acredita que, pra ser hit no carnaval, é preciso ir além de intenção de viralizar.
“Pra carnaval, pro verão, eu escolho músicas mais vibrantes, mais solares, que tenham harmonias em tom maior ou que sejam muito fortes percussivamente, que tenham um refrão bonito, um convite a dançar, assim. Eu já fiz muitos hits de carnaval, cada uma de acordo com a época. Eu faço com temas diferentes, porque quero falar de algum assunto, quero preparar um desfile bonito visualmente. É preciso lutar para que as grandes canções se mantenham no repertório, que a gente também defenda os ritmos que são DNA nos carnavais. São nossa ancestralidade, nossa história, nosso MPB dançante do carnaval”, ressalta.
E a Anitta, hein? Esse ano, a cantora retomou a parceria de sucesso com o Hitmaker, nome artístico do DJ, produtor e cantor Wallace Vianna. Os dois lançaram a segunda parte do álbum de verão “Ensaios da Anitta”, que tem “Gostosin” como carro-chefe. Pro Hitmaker, uma música tem que fazer o povo dançar pra ser hit do carnaval.
“No estúdio, a gente sente energia, mas a confirmação acaba vindo mesmo sempre da rua, no final o que importa é isso. Quando toca, as pessoas cantam sem pensar, começam a dançar, pular, se movimentar automaticamente, e aí você vê que realmente funciona o seu trabalho, a sua música, sabe? Eu sempre fui um grande amante do carnaval, de festa, eu saio bastante, então quando o meu próprio corpo começa a vibrar quando eu tô na rua, aí eu começo a ver como termômetro. Eu acho que realmente o corpo é o termômetro mais honesto que a própria música poderia ter”, diz.
O compositor de ‘Vampirinha’, Samir Trindade, concorda com o Hitmaker. Pra ele, o hit do carnaval é decidido nas ruas. “Estamos sempre atentos às expressões que soam interessantes e estão na boca da galera. Este é, de fato, um recurso que ajuda a tornar a música popular. Dialoga fortemente com a vibe do momento. Mas eu também diria que, por mais que conheçamos os temperos que uma boa música de rua precisa ter, é sempre o povo que decide se ela será ou não um hit”, afirma.
Seja qual for o campeão da disputa, o que não vai faltar é opção pra curtir o carnaval esse ano!







