Jato militar dos EUA é derrubado enquanto sobrevoava o Irã

Um jato militar dos Estados Unidos foi derrubado hoje enquanto sobrevoava o Irã.
O modelo F-15E tem capacidade para dois tripulantes: um piloto e um operador do sistema de armas. De acordo com a agência de notícias Reuters, um deles já foi resgatado. Israel interrompeu os ataques em áreas próximas da queda enquanto buscas pelo segundo soldado são feitas.
Mais cedo, Tel Aviv afirmou que fez novos ataques contra Teerã, capital do Irã e Beirute, capital do Líbano.
As Forças Armadas israelenses afirmam ter feito mais de 70 bombardeios ao território iraniano nas últimas 24 horas, visando locais de lançamento de mísseis e drones usados pelo inimigo.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump, disse hoje que países podem “fazer uma fortuna” com petróleo no Estreito de Ormuz, e pareceu pedir “um pouco mais de tempo” para reabrir o estreito, fechado há mais de um mês pelo Irã.
O Conselho de Segurança da ONU deve votar amanhã uma resolução proposta pelo Bahrein que permite o uso da força para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, segundo diplomatas.
No entanto, China, Rússia e França —que têm poder de veto— se opõem à autorização de qualquer uso da força na região, o que coloca em dúvida a aprovação do texto.
Segundo o jornal norte-americano “The New York Times”, os três países frustraram os esforços dos Estados árabes para obter aval do Conselho para uma ação militar contra o Irã, rejeitando qualquer sugestão que permita o uso da força para reabrir a rota marítima.
O texto prevê a aplicação das medidas por pelo menos seis meses.
Uma resolução do Conselho de Segurança precisa de ao menos nove votos favoráveis e não pode sofrer veto de nenhum dos cinco membros permanentes: Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China.
O Irã anunciou que trabalha num protocolo para garantir o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz em conjunto com Omã. O gerenciamento da circulação de embarcações seria aplicado assim que a guerra terminasse.
A reabertura, no entanto, não valeria para navios ligados a Estados Unidos e Israel. Segundo Teerã, a rota vai permanecer fechada a longo prazo para os países.








