Justiça do Rio decreta prisão de advogada argentina acusada de injúria racial em bar de Ipanema

O Tribunal de Justiça do Rio determinou a prisão preventiva da advogada argentina Agostina Paes. A alegação é de que há risco de fuga. O magistrado responsável pelo caso também aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público do Rio e a tornou ré no processo por crime de racismo. O processo está sob segredo de justiça.
A pena no Brasil para essa tipificação varia de dois a cinco anos de prisão. Ela responde na Justiça por injúria racial contra quatro funcionárias de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio.
Agostina já tinha sido proibida de deixar o país, teve o passaporte retido e passou a usar tornozeleira eletrônica. De acordo com a ação penal, ela estava com duas amigas em um bar na rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, quando discordou dos valores da conta e chamou um funcionário do estabelecimento de negro de forma ofensiva.
Mesmo após ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, a denunciada foi até o caixa do bar e chamou a funcionária de “mono” — macaco em espanhol — além de fazer gestos simulando o animal.
Imagens mostram que Agostina voltou a praticar novas ofensas racistas após sair do bar. Na calçada em frente ao estabelecimento, ela fez novamente gestos imitando um macaco contra três funcionários.
Na denúncia, a promotoria destacou que os relatos das vítimas foram reforçados por declarações de testemunhas, imagens do circuito interno de monitoramento do bar e outros registros produzidos. Segundo o Ministério Público, o que foi identificado durante a investigação rejeita a versão apresentada por Agostina de que os gestos teriam sido meras brincadeiras dirigidas às amigas.
A CBN ainda não conseguiu contato com a defesa dela.







