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Justiça do Rio revoga prisão preventiva do rapper Oruam

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agosto 1, 2026
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Justiça do Rio revoga prisão preventiva do rapper Oruam


A Justiça do Rio revogou a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam. Na decisão, a juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal, impôs uma série de medidas cautelares que o cantor terá de cumprir.

O filho do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno era considerado foragido desde fevereiro por descumprir medidas cautelares, entre elas violações da tornozeleira eletrônica.

Oruam havia sido denunciado pelo Ministério Público por tentativa de homicídio, lesão corporal, resistência com violência, desacato, ameaça e dano ao patrimônio público, após uma confusão com policiais civis.

À CBN, a advogada Flávia Froes afirmou que, com a decisão, ele passa a responder por lesão corporal leve e dano ao patrimônio público.

A juíza entendeu que não havia provas suficientes para manter a acusação de tentativa de homicídio. Embora tenha considerado haver evidências de que Oruam arremessou pedras contra policiais, ela concluiu que não ficou comprovado que ele lançou a pedra que embasava a acusação nem que agiu com intenção ou assumiu o risco de matar. Por isso, o crime foi desclassificado e o processo seguirá na Justiça comum, onde as demais acusações continuarão sendo analisadas.

Com a revogação da prisão, Oruam terá de comparecer mensalmente ao juízo, manter endereço e telefone atualizados, permanecer na comarca, não se ausentar por mais de sete dias sem autorização judicial, cumprir recolhimento domiciliar entre 20h e 6 da manhã, manter distância dos demais acusados e está proibido de frequentar o Complexo do Alemão e outras áreas de risco.

A mãe do cantor, Márcia Nepomuceno, comemorou a decisão nas redes sociais.

A juíza também absolveu sumariamente outros três acusados: Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos. Com isso, eles deixam de usar tornozeleira eletrônica.

O caso ocorreu em 21 de julho do ano passado, quando policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes foram até a antiga casa de Oruam, no Joá, para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente. Segundo a investigação, o jovem fugiu enquanto o rapper e outros homens atiravam pedras contra a viatura descaracterizada. Vídeos gravados durante a ocorrência foram usados no inquérito que resultou no pedido de prisão do cantor.

Três dias depois, Oruam se entregou à polícia e permaneceu preso por cerca de 50 dias em Bangu. A prisão foi substituída por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. No início deste ano, após violar essas medidas, ele voltou a ter a prisão decretada.

Em nota, a defesa disse que a decisão reconheceu que Willyam Matheus não participou dos crimes investigados e, por isso, foi absolvido. Segundo os advogados, o processo segue apenas em relação a Oruam, pelos crimes de lesão corporal leve e dano ao patrimônio público.



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