Justiça torna réu argentino suspeito de racismo contra criança em MG

A Justiça de Minas Gerais tornou réu o argentino de 63 anos suspeito de cometer racismo contra uma criança de 7 anos durante um passeio de Maria Fumaça entre São João del-Rei e Tiradentes, na Região Central de Minas Gerais. O caso foi no final de maio deste ano.
Com isso, o processo, que tramita em segredo de justiça, entra na fase de instrução, etapa em que são produzidas provas, colhidos depoimentos e apresentadas as teses da acusação e da defesa.
Segundo a Polícia Civil, Eduardo Ignacio Murias foi preso em flagrante por filmar uma criança negra dentro do trem e enviar as imagens para um contato em uma rede social afirmando que levaria o menino como escravo para o país.
O advogado Gilberto Silva, que representa a família do menino vítima de racismo, disse que a família vê a medida como uma resposta do sistema de Justiça ao caso e espera que o processo resulte na responsabilização do acusado.
A defesa do argentino, em nota, confirmou que o Ministério Público apresentou denúncia à 1ª Vara Criminal de São João del-Rei e informou que irá apresentar resposta à acusação dentro do prazo legal. Os advogados afirmaram que pretendem demonstrar, ao longo do processo, que a imputação feita ao cliente não se sustenta.
Sobre esse caso de agressão, a Sejusp, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas, desde a denúncia, feita em 26 de maio, o suspeito está em cela separada dos demais detentos para garantir a segurança e a integridade física dele.
Eduardo Ignacio Murias segue sob custódia no Presídio de São João del Rei, na região central de Minas. O homem foi flagrado tirando fotos e gravando vídeos do menino que estava a passeio com família no trem. Uma outra turista que estava na locomotiva viu a ação do homem e avisou a mãe da criança. Com a ajuda de passageiros e da equipe de segurança do trem, o homem foi contido até a chegada da Polícia Militar.



