Lobista amiga de Lulinha queria faturar 100 milhões, diz revista

O inquérito da Polícia Federal que investiga suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em negociações na área da saúde, mostra que a lobista Roberta Luchsinger projetava ganhos de R$ 100 milhões apenas em 2024. As informações são da revista Veja, que teve acesso ao inquérito.
De acordo com a publicação, após analisar o material obtido pela quebra de sigilo telepático de Roberta, os investigadores chegaram à conclusão de que Lulinha teria atuado como uma espécie de agenciador oculto de empresários que tinham interesse em fechar negócios vultosos em Brasília. O grupo seria formado, além de Lulinha e Roberta, por Fernando Bittar, amigo e antigo sócio do primogênito; por Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula; e pelo servidor Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Nos diálogos obtidos pela PF e publicados pela revista Veja nesta quinta-feira (20), Roberta Luchsinger aparece dando instruções a seu motorista para fazer entregas de dinheiro vivo a diferentes destinatários, incluindo o parceiro Fernando Bittar.
Em uma das conversas, Lulinha deixa transparecer que era Roberta que cuidava de suas finanças. “A gente tem grana pra bancar essas coisas?”, pergunta. E acrescenta: “Vc que cuida das minhas finanças”.
Segundo a Veja, as mensagens do filho do presidente tinham sido apagadas e só foram recuperadas graças a um software especial usado pela PF.
A Revista afirma ainda que, de acordo com o relatório da investigação da PF, não há dúvida de que Roberta mantinha uma sociedade oculta com Lulinha e Bittar para intermediar negócios.



