Manchas escuras que tomaram conta do mar do Rio são cardumes gigantes, de milhões de manjubinhas

Quem passou por praias do Rio de Janeiro nos últimos dias se surpreendeu com a cena: em meio à água cristalina, manchas escuras que se estendiam por centenas de metros, próximas à arrebentação. Mas, ao contrário do que muita gente pensou, o fenômeno não tinha nada a ver com poluição. Eram cardumes enormes, com milhões de manjubinhas nadando perto da superfície.
Uma série de fatores contribuiu pra atrair os peixes: a proximidade com o ecossistema da Baía de Guanabara, que é muito rico em nutrientes, e o período de “ressurgência” no oceano, fenômeno em que as águas mais profundas sobem para a superfície, também trazendo vida marinha pra costa.
Em entrevista ao CBN Rio, o pesquisador do Instituto Mar Urbano Nathan Lagares, disse que o reaparecimento dos cardumes é uma boa notícia, resultado de vários esforços pra cuidar do oceano.
Quem deu um mergulho nessa semana pôde se maravilhar com o espetáculo da natureza. O médico Cássio Gonçalves foi à Praia do Leblon e disse que ficou surpreso por ter que dividir as águas calmas com tantos peixinhos.
De acordo com o biólogo Nathan Lagares, a visita dos cardumes nessa semana foi um “evento singular”, e que, provavelmente, não se repete nesse verão.
Pra Quem não quis enfrentar o calorão nas praias, também deu pra conhecer a vida marinha no Aquario e no Museu do Amanhã, na região central da capital O maior aquário da América do Sul, inclusive, atingiu a marca de 1 milhão de visitantes em 2025.
O Rafael Almendra veio de Teresina com a mulher e a filha, e a programação foi fazer o circuito do aquário e conhecer os animais marinhos. A filha, Rafaela, estava ansiosa pra conhecer os tubarões.
Já o Museu do Amanhã, que fica na Praça Mauá, na Zona Portuaria, completou 10 anos no dia 17 de dezembro. A exposição mais recente, que estreou na data do aniversário, é a “Oceanos”, que mostra o fundo do mar.







