abril 19, 2026

Médica imunologista reforça a necessidade de vacinação contra a gripe


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitiu um para o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças menores de 2 anos. De acordo com o novo Boletim InfoGripe, divulgado na última quinta-feira (16), quatro das cinco regiões do país apresentaram alta da doença, a única exceção foi a região Sul. O principal responsável pelo aumento é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), causador da bronquiolite, que lidera as hospitalizações nesta faixa etária.

A região centro Oeste apresenta maior incidência do vírus, seguido do Sudeste, além de em muitos estados do Norte e Nordeste. O levantamento considera o período de 5 a 11 de abril. O novo Boletim aponta que 14 das 27 unidades federativas mantêm tendência de alta de SRAG nas últimas seis semanas.

O boletim destaca ainda que os casos de Influenza A, principal causador da gripe, continuam a subir em boa parte do Centro-Sul e em estados do Nordeste e Norte. Em contrapartida, os quadros graves de Covid-19 permanecem estáveis e em níveis baixos em todo o território nacional.

Sazonalidade e antecipação

Em entrevista ao Jornal da CBN, com Débora Freitas, a médica imunologista Ana Karolina Barreto Marinho explicou que o aumento de casos já era esperado e segue a tendência observada no ano anterior, com a circulação de vírus respiratórios começando logo após o verão. “A Influenza começa na região Norte e vai descendo até chegar ao Sudeste e Sul. É um aumento esperado para o outono, e por isso as medidas de informação e vacinação precisam ser antecipadas”, afirma a vice-coordenadora da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

O cenário exige atenção redobrada com os “extremos de idade”: crianças menores de 2 anos e pessoas acima de 60 anos. Gestantes, puérperas e pessoas com comorbidades também compõem o grupo prioritário. A especialista ressalta que a vacina disponível no SUS é trivalente, protegendo contra as três cepas mais importantes da influenza em circulação.

A médica desmistificou a ideia de que o imunizante possa causar gripe, já que é feito com vírus inativado. “A vacina protege para que o quadro não se torne grave, para que não haja hospitalização ou óbito”. Ela explica que o paciente vacinado ainda pode ter uma infecção, mas a expectativa é que seja muito mais leve.

  • Sintomas leves: Repouso, hidratação e uso de medicamentos sintomáticos.
  • Sinal de alerta: Se após 5 ou 6 dias a febre persistir, a tosse piorar ou surgir dificuldade respiratória (cansaço), deve-se procurar um serviço de saúde imediatamente para descartar complicações como pneumonia ou sinusite.

Balanço e Campanha Nacional de Vacinação

Até o momento, o Brasil já notificou 37.244 casos de SRAG em 2026. Capitais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Cuiabá e Belém apresentam sinais de crescimento de longo prazo para casos graves.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza 2026 ocorre até o dia 30 de maio. O imunizante é anual, pois o vírus sofre mutações frequentes, e pode ser aplicado simultaneamente com outras vacinas do calendário nacional. Informações pessoais de vacinação podem ser consultadas no aplicativo “Meu SUS Digital” – inclusive com registros da rede privada.

Para vacinar-se, basta procurar a unidade de saúde mais próxima com documento de identificação e carteira de vacinação. Grupos específicos (como professores ou profissionais de saúde) devem levar a comprovação da atividade ou laudo médico, conforme o caso. Verifique os horários e a disponibilidade de doses na prefeitura de sua cidade.



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