dezembro 28, 2025

Minas Gerais registra um aumento de 387% nos casos de febre Oropouche entre 2024 e 2025


Os casos de febre Oropouche cresceram 378% em Minas Gerais, entre 2024 e 2025. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, até 16 de dezembro deste ano, foram confirmados 1.467 casos da doença, contra 301 em todo o ano passado.

Considerando os dois anos, foram realizados quase 16 mil exames para detecção do vírus no estado. No período, 1.768 casos foram confirmados em 71 municípios de 15 Unidades Regionais de Saúde. Apesar do avanço da doença, não há registro de mortes em Minas Gerais.

Diante do cenário, a Secretaria de Estado de Saúde informou tem adotado medidas de combate à doença, como a vigilância sentinela para detecção precoce, visitas técnicas a municípios com registros da febre, mapeamento de focos de transmissão e emissão de alertas epidemiológicos.

A transmissão da febre oropouche ocorre principalmente pela picada do mosquito maruim, conhecido como mosquito-pólvora. Por isso, a secretaria orienta medidas de prevenção, como o uso de repelentes em locais com a confirmação da doença, preferência por roupas de mangas compridas, montagem de mosquiteiros em portas e janelas, e a redução da exposição ao tempo ao amanhecer e ao anoitecer.

Gestantes devem redobrar os cuidados e procurar atendimento médico ao surgirem sintomas suspeitos, devido à possibilidade de malformações fetais e abortos, com efeitos semelhantes aos observados na infecção pelo vírus da Zika.

Segundo o Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, a febre Oropouche é originalmente da região amazônica e provoca nos pacientes sintomas parecidos como os da dengue e outras arboviroses do tipo, mas é menos letal.

“A febre Oropuche é um nome difícil, um nome diferente, mas não é uma doença nova. É nova pra gente aqui em Minas Gerais, mas ela não é nova no Brasil. Desde a década de 60, já identificados os primeiros casos, geralmente na região Amazônia. E a febre Oropuche, vale a pena destacar que ele tem sintomas muito parecidos com a dengue, especialmente com a chikungunya. Febre, dor de cabeça, dor articular. A boa notícia é que essa doença é menos letal. Não há, na verdade, nenhum caso de morte vinculado a essa doença. Isso é um bom sinal.”

No país, o Ministério da Saúde contabilizou mais de 11 mil casos no primeiro semestre de 2025 e cinco mortes, sendo quatro no Rio de Janeiro e um no Espírito Santo.



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