Negociações entre EUA e Irã para fim da guerra começam na Suíça neste domingo (21)

O diálogo entre Estados Unidos e Irã, na Suíça, com o objetivo de encerrar a guerra no Oriente Médio terá início neste domingo.
Entre os negociadores de Teerã que chegaram ao país estão o negociador-chefe e presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, o chanceler Abbas Araqchi e o governador do Banco Central, informou a TV estatal iraniana.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, já chegou à Suíça, neste domingo. Ele se junta ao enviado especial Steve Witkoff e ao genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner.
O memorando de entendimento assinado nesta semana prevê um prazo de 60 dias para um acordo final focado no programa nuclear iraniano e no levantamento das sanções contra a economia do país.
A chancelaria do Irã anunciou para amanhã negociações técnicas entre iranianos e americanos, com a presença de representantes dos países mediadores Catar e Paquistão.
O porta-voz da diplomacia iraniana alertou os Estados Unidos que o protocolo estará “em risco” se suas cláusulas não forem aplicadas rapidamente, referindo-se à situação no Líbano, onde Israel e o Hezbollah se enfrentam.
O comando militar central do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz em resposta a ataques de Israel no sul do Líbano, por considerá-los uma violação do seu acordo com os Estados Unidos. A nota do comando adverte que, “se a agressão continuar, novas medidas serão planejadas para obrigar o inimigo a cumprir suas obrigações”.
Já Donald Trump ameaçou aplicar um pedágio no Estreito caso não haja acordo.
Uma autoridade do Exército de Israel informou que as forças armadas receberam da cúpula política do país uma ordem para interromper os combates no sul do Líbano, onde suas tropas enfrentam o Hezbollah, apesar de um cessar-fogo em vigor.
A mídia estatal libanesa noticiou ataques aéreos israelenses em cerca de 20 localidades, e autoridades contabilizaram mais de 30 mortos.
Desde 2 de março, quando começou a guerra entre Israel e o Hezbollah, os bombardeios israelenses no Líbano deixaram mais de 4 mil mortos, segundo um balanço do Ministério da Saúde libanês, divulgado neste final de semana.
O Exército de Israel relatou a morte de 5 militares no Líbano desde o anúncio do memorando de entendimento entre Irã e Estados Unidos.



