Operação mira associação criminosa suspeita de aplicar golpes de pirâmide financeira no Rio

A Polícia Civil do Rio e o Ministério Público do Rio fazem, na manhã desta sexta-feira (17), uma operação para cumprir 11 mandados de prisão contra uma associação criminosa suspeita de aplicar golpes de pirâmide financeira no Rio de Janeiro.
Até agora, um homem foi preso: Igor Aguiar Rodrigues Gonçalves é apontado como integrante do “núcleo comercial” do esquema, responsável por captar e manter vítimas. Luiz Gustavo de Oliveira Fernandes, o parceiro no golpe, já estava preso. Então, o mandado de prisão foi cumprido no presídio.
Os 11 procurados foram denunciados pelo MP.
O esquema funcionava desde 2020 e causou prejuízo de mais de R7 milhões. Há, ao menos, 165 ações judiciais e registros de ocorrências contra os investigados.
O grupo criou um conglomerado de 19 empresas de fachada, registradas na Rua da Assembleia, no Centro do Rio, para dar uma aparência de legalidade ao negócio.
Um retorno de 3% ao mês era prometido aos investidores.
Nos primeiros meses, os pagamentos eram feitos para gerar confiança, enquanto as vítimas eram incentivadas a reinvestir valores e indicar outros participantes. Mas depois, os saques eram bloqueados.
Os rendimentos eram pagos com o dinheiro de novos investidores, uma prática conhecida como esquema Ponzi.
Segundo a polícia, quando uma das empresas começava a apresentar problemas ou acumular reclamações, os investigados abriam um novo CNPJ e migravam os clientes.
A ação é feita pela Delegacia de Defraudações.







