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Organizações humanitárias relatam superlotação após terremoto na Colômbia

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agosto 11, 2026
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Organizações humanitárias relatam superlotação após terremoto na Colômbia


Funcionários de organizações humanitárias colombianas que atuam no combate ao terremoto relataram superlotação em diversos hospitais na Colômbia.

As equipes médicas do Hospital Barco San Raffaele, organização parceira da ActionAid sediada em Buenaventura, Valle del Cauca, já foram mobilizadas para o centro da cidade, enquanto outras estão de prontidão, aguardando para responder à ocorrência.

‘Neste momento, estamos transferindo o atendimento para o centro urbano, porque fomos informados pela Organização Pan-Americana da Saúde de que Buenaventura está sobrecarregada’, disse Ana Lucia Lopez, diretora do Hospital Barco San Raffaele.

A ActionAid afirmou que o terremoto atingiu comunidades que já viviam em meio a conflitos armados, deslocamentos, insegurança alimentar e acesso desigual a serviços essenciais.

Segundo Egido Sanz, diretor de ação do grupo, nas áreas de atuação, as ‘organizações parceiras descrevem uma situação muito difícil, com comunidades que perderam suas casas, dificuldades de acesso a serviços básicos que já estão sobrecarregados e necessidades urgentes que continuam a crescer’.

‘Juntamente com as nossas organizações parceiras no terreno, estamos preparados para responder a esta emergência humanitária com uma intervenção multissetorial para satisfazer as necessidades mais imediatas da população — incluindo assistência financeira, alimentos, artigos básicos de higiene e de higiene específicos para mulheres, e serviços de saúde e de prevenção da violência baseada no género — com especial atenção às mulheres, às crianças e às pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

As equipes de resgate da Colômbia entram nesta terça-feira (11) no segundo dia de buscas por sobreviventes do terremoto que causou mortes e destruição no país. De acordo com o balanço mais recente, 224 pessoas morreram; mais de 1,3 mil ficaram feridas e outras centenas estão desaparecidas.

O tremor de magnitude 7,4 foi o mais forte em 27 anos; derrubou dezenas de edifícios e causou danos em 1,3 mil casas. Seis aeroportos colombianos estão com as operações temporariamente suspensas.

Destruição após terremoto que atingiu a Colômbia. — Foto: John Bonilla/AFP

O tremor foi sentido com forte intensidade em grandes cidades como Medellín e Cáli, a cerca de 150 quilômetros de distância do epicentro. Uma das cidades mais afetadas foi Pereira, onde morreram 67 pessoas. A cidade fica no coração da região cafeeira da Colômbia e tem cerca de 500 mil habitantes.

Localizada a 55 quilômetros do epicentro do abalo, Pereira registrou desabamentos, interrupção do fornecimento de serviços básicos e danos em diferentes pontos da infraestrutura urbana. Em Manizales, um dos símbolos da devastação foi o desabamento de uma torre da Catedral de Nossa Senhora do Rosário.

O recém-empossado presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, que estava no primeiro dia útil de governo, declarou estado de desastre nacional. A intenção é acelerar o envio de suprimentos médicos, equipes de bombeiros e socorristas, além da montagem de abrigos temporários na região.

O presidente colombiano também instalou um Posto de Comando Unificado de emergência, coordenado pela Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres, e viajou para a área afetada.

Uma delegação brasileira do Tribunal de Contas da União está na Colômbia e testemunhou o terremoto. A equipe do TCU está há três dias na cidade de Cali, onde dezenas de prédios desabaram. Os ministros participariam de uma Assembleia da Organização Latino-Americana e do Caribe de Instituições Superiores de Controle, que tem como tema as mudanças climáticas.

Por meio do TCU, o Brasil ocupa a presidência rotativa da entidade e iria comandar as atividades, que foram suspensas por causa do terremoto. Entre os integrantes da comitiva estão o ministro Augusto Nardes e o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho.

O presidente Lula prestou solidariedade ao povo colombiano e colocou o Brasil à disposição para dar apoio à Colômbia.

Segundo o Itamaraty, até agora não foram identificados brasileiros entre as vítimas.

Destruição em Manizales após terremoto. — Foto: Reprodução/Redes Sociais



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