Padilha diz que não deixará Ministério da Saúde para concorrer às eleições

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta quarta-feira (4), que não pretende disputar as eleições deste ano e que permanecerá no comando da pasta pelo menos até o fim de 2026. A declaração foi feita durante agenda no Rio de Janeiro.
Questionado pela reportagem da CBN sobre o calendário eleitoral e o prazo de descompatibilização, que termina em abril, Padilha disse que a prioridade é seguir no ministério para ajudar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo eleitoral.
Segundo ele, a única eleição da qual pretende participar em 2026 é a de apoio à reeleição de Lula. Outros integrantes do governo já anunciaram a saída para disputar cargos eletivos, como a ministra do Planejamento, Simone Tebet.
Na fala, Padilha também criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia da COVID-19. O ministro responsabilizou o governo anterior pela morte de milhares de pessoas no período e afirmou que sua permanência no ministério tem como objetivo evitar que práticas adotadas naquele momento voltem a orientar a condução das políticas públicas de saúde no país.
“A única eleição que eu vou disputar em 2026 é ajudar o presidente Lula a ser reeleito. Vou ficar no Ministério da Saúde até o fim deste ano, pretendo ficar até o final deste ano para ajudar o presidente Lula a ser reeleito e não deixar aqueles que são responsáveis por mais de 700 mil mortes durante a pandemia quererem voltar a dirigir o país. […] Então, eu vou ficar, pretendo ficar até o final desse governo junto com o presidente Lula para ajudar a consolidar essa reestruturação.”
Padilha afirmou que pretende permanecer no Ministério da Saúde para concluir a reestruturação da rede federal de hospitais no Rio de Janeiro. Segundo ele, o objetivo é garantir o funcionamento pleno das unidades, com regularização da gestão, ampliação do atendimento e contratação de profissionais, encerrando um período de interferências políticas e problemas administrativos.
Entre as ações citadas, Padilha informou que até março será concluída a reestruturação dos hospitais do Andaraí e Cardoso Fontes. O INCA, o INTO e o Instituto Nacional de Cardiologia devem operar em capacidade plena ainda este ano, com reforço de médicos, enfermeiros e técnicos. O Hospital da Lagoa passa por reorganização em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz. Já o Hospital Federal de Bonsucesso, que recebeu intervenção do Ministério da Saúde, teve aumento no número de cirurgias, reativação das salas cirúrgicas e da emergência, e deve ter ampliação de leitos e exames nos próximos meses.







