março 31, 2026

Parlamento iraniano aprova pedágio para navios que transitam pelo Estreito de Ormuz


O parlamento iraniano aprovou nesta terça-feira (31) planos para introduzir uma taxa para navios que transitam pelo Estreito de Ormuz, segundo informações da agência de notícias iraniana Fars.

O texto reafirma o ‘papel soberano’ do Irã e de suas forças armadas no estreito, a cooperação com Omã e a proibição de qualquer país impor sanções unilaterais a Teerã.

Cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural normalmente passa pelo Estreito de Ormuz e, desde o início da guerra, o Irã já impôs uma taxa aos navios para garantir sua passagem segura.

De acordo com a rede de TV americana NBC, alguns já pagaram milhões para transitar pelo estreito. A taxa é de cerca de US$ 2 milhões para uma espécie de escolta e segurança por parte dos iranianos nessa passagem.

Na semana passada, o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo afirmou que o Irã está cobrando taxas para que os navios possam transitar com segurança pelo Estreito de Ormuz. A informação havia sido divulgada pela imprensa nos últimos dias e é pela primeira vez confirmada por uma autoridade oficialmente.

Jasem Mohamed al-Budaiwi é o primeiro alto funcionário a acusar o Irã de cobrar pela passagem segura pelo estreito, a estreita entrada do Golfo Pérsico por onde antes passavam 20% de todo o gás natural e petróleo do mundo.

De acordo com ele, essa cobrança ‘ultrapassou todos os limites’.

‘Eles fecharam o Estreito de Ormuz e impuseram taxas para a passagem, o que é uma agressão e uma violação do acordo das Nações Unidas sobre o direito do mar. Além disso, algumas embarcações foram sequestradas ou atacadas’.

Paraquedistas americanos chegam ao Oriente Médio

Prédio destruído em Teerã, capital do Irã, após ataque de Israel. — Foto: AFP

Milhares de paraquedistas das Forças Armadas dos Estados Unidos chegaram ao Oriente Médio. Segundo informações da agência de notícias Reuters, os soldados se somam aos 2,5 mil fuzileiros navais que desembarcaram no final de semana.

As autoridades não especificaram para onde os soldados foram enviados. No começo do mês, o presidente Donald Trump havia cogitado enviar tropas terrestres ao Irã.

Nessa segunda (30), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou não ter um cronograma para o fim da guerra com o país persa. O líder israelense também disse que, em parceria com Washington, Tel Aviv já atingiu mais da metade dos objetivos militares no conflito.

Segundo Netanyahu, o foco agora é bombardear o estoque de urânio enriquecido iraniano. A declaração ocorreu em uma entrevista ao site norte-americano Newsmax.

Trump disse a assessores que está disposto a encerrar o conflito mesmo que o Estreito de Ormuz continue fechado. As informações foram reveladas pelo jornal ‘The Wall Street Journal’ com base no relato de autoridades.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a gestão Trump tem interesse em pedir aos países árabes que paguem pelos custos da guerra com o Irã. Essa foi a primeira vez que o governo americano falou em dividir prejuízos.

Em coletiva de imprensa, Leavitt disse ainda que as negociações entre os dois países continuam e estão ‘progredindo bem’. Porém, ela afirmou que o que é dito pelo Irã em público ‘não é o mesmo que é dito no privado’.

Nessa segunda-feira (30), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã chamou de ‘fora da realidade, desproporcionais e excessivas’ as propostas do presidente americano. Neste momento, as negociações são mediadas pelo Paquistão.

Os Estados Unidos apresentaram uma primeira proposta de cessar-fogo, que foi rejeitada por Teerã. Depois, foi feita uma contraproposta.

A porta-voz da Casa Branca relembrou ainda que restam sete dias para que acabe a pausa nos ataques dos Estados Unidos a usinas de energia do Irã. O anúncio foi feito por Trump, na quinta-feira, a pedido do governo iraniano como parte das negociações.

Donald Trump durante jantar anual do Comitê Nacional Republicano do Congresso. — Foto: Jim WATSON / AFP



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