Passagem de ônibus sobe para R$ 5 no Rio; remuneração das concessionárias também sofre alteração

Os ônibus municipais do Rio de Janeiro terão um novo valor a partir de 4 de janeiro de 2026. O último reajuste ocorreu no início de 2025, quando a passagem subiu de R$ 4,30 para R$ 4,70. Com a mudança, a tarifa será de R$ 5. O aumento foi anunciado primeiro no último dia 26, pela Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), e oficializado nesta terça-feira (30), conforme o Decreto publicado no Diário Oficial do município. A mudança engloba ônibus, BRT, VLT, “cabritinhos”, STPL e outros transportes.
O Bilhete Único Carioca também deve sofrer a alteração de preço. Ainda que a passagem custe R$ 5 aos cariocas, o decreto também determina que as concessionárias recebam R$ 6,60 por cada passagem paga por meio da tarifa de remuneração. A diferença, de R$ 1,60 a cada viagem, é paga pelo município.
O valor do Indicador de Receita Por Quilômetro (IRK) foi alterado e passa a valer R$ 9 a partir de 2026. Também foi reajustado o Indicador de Receita por Quilômetro (IRK), que passará a ser de R$ 9,00 por quilômetro, a partir de 1º de janeiro de 2026. Ou seja, o valor do subsídio por quilômetro passa a ser de R$ 3,06 por quilômetro, podendo ser ajustado conforme acordo judicial.
Enquanto isso, passageiros reclamam de problemas, principalmente com as empresas Real Auto Ônibus e Transporte Vila Isabel. Após a suspensão de 60 ônibus por falta de combustível, na manhã desta segunda-feira (29), o município criou três linhas temporárias, a LECD 127, LECD 128 e LECD 129.
Os novos serviços vão conectar a região central da cidade a bairros das zonas Sul e Sudoeste e partirão do Santo Cristo, do Terminal Gentileza e da Central do Brasil.
A carioca Martha Mariano mora no Santo Cristo mas trabalha em Copacabana e, todos os dias, pega a linha 169, que faz o trajeto Terminal Gentileza x Ipanema. Ela contou que esse aumento não é justo, já que os ônibus não melhoraram.
“Esse valor não é repassado para a melhoria dos transportes. Todos os dias falta ar-condicionado, principalmente nesse verão, acima de 40 graus. Os ônibus são muito cheios, tem poucas linhas disponíveis, tanto na ida quanto na volta, alguns assentos quebrados, todo dia tem algum tipo de conflito. Então, esse aumento realmente não faz sentido agora, já que esse valor não está sendo repassado para a melhoria do nosso transporte”.
Recentemente, um outro aumento pesou no bolso do passageiro. A tarifa do Bilhete Único Intermunicipal passou de R$ 8,55 para R$ 9,40 no último dia 19. A alta representa um reajuste de 9,94%.







