Polícia faz perícia em local de queda de helicóptero na Vista Chinesa (RJ)

A Polícia Civil realizou uma perícia no local onde caiu o helicóptero próximo a Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, neste sábado (8). Investigadores da Força Aérea Brasileira, por meio do Cenipa, trabalham para apurar as causas da queda do helicóptero de prefixo PP-MFS.
Queda de helicóptero mata piloto e três passageiras
Helicóptero cai em área de mata na Vista Chinesa, no Rio — Foto: Reprodução
A tragédia deixou quatro mortos: o piloto da aeronave e três passageiras. Todos os corpos foram encontrados pelo Corpo de Bombeiros carbonizados.
Informações preliminares apontam que as três mulheres eram colombianas e pertenciam a mesma família, sendo Rocio Cubillos, avó de 59 anos, Wendy Manrique, mãe de 37 anos e Sofia Murillo, filha de 17 anos. O piloto foi identificado inicialmente como Alessandro Rocha.
O helicóptero pertencia a empresa VRP, Voo Rio Panorâmico e estava em situação regular de acordo com a Prefeitura do Rio. A companhia informou, em nota, que ainda busca maiores informações sobre o acidente e, por respeito aos envolvidos, irá aguardar para emitir qualquer manifestação.
O modelo da aeronave que explodiu ao cair na encosta do Parque Nacional da Tijuca era um Robinson 44.
O prefeito da capital fluminense, Eduardo Cavaliere, disse ter conversado com o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Tiago Chagas, para pedir providências imediatas para intensificar a fiscalização e garantir a segurança dos voos na cidade.
“O que eu posso dizer a partir da informação que o presidente da Anac me passou, que era um voo regular, que tinha autorização para fazer voo panorâmico de forma regular, mas claro que tem outros fatores que vão ser apurados pela Anac, pelo Cenipa, como manutenção, o próprio uso dos helipontos, fiscalização da manutenção da aeronave, enfim, todas essas informações que partem devem partir da Anac e da Cenipa, que são os alvos responsáveis por isso.”
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 11h e a operação de resgate mobilizou cerca de 40 bombeiros e exigiu equipamentos de alta precisão. O tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, detalhou as dificuldades enfrentadas pelos militares para chegar até os destroços:
“A nossa equipe de operações aéreas localizou inicialmente a aeronave e ela estava em uma área de mata fechada, de difícil acesso, e as equipes em solo avançaram também até o ponto da queda. As operações foram encerradas após a conclusão dos trabalhos da perícia da polícia civil e a remoção dos corpos foi realizada por volta das 16h50, finalizando a atuação das nossas equipes no cenário.”
Por volta das 17h, os corpos foram retirados e levados para o Instituto Médico Legal. Devido a carbonização, o trabalho de identificação feito pelos peritos pode demorar mais do que o usual.



