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PF conclui inquéritos e indicia empresários e agentes públicos por mineração ilegal em MG

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junho 28, 2026
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PF conclui inquéritos e indicia empresários e agentes públicos por mineração ilegal em MG


Dois inquéritos da Polícia Federal em Minas Gerais que miraram fraudes para o favorecimento à mineração ilegal foram concluídos com o indiciamento de dezenas de empresários, agentes públicos, ex-servidores, consultores, entre outros.

Entre os indiciados está o diretor-geral da Agência Nacional de Mineração, Mauro Henrique Moreira Sousa, além de outro diretor da ANM, Caio Trivellato Seabra Filho, por favorecimento de mineradoras na exploração de áreas protegidas no estado.

No primeiro inquérito, da Operação Rejeito, foram indiciadas 34 pessoas ligadas ao esquema de fraudes a licenças ambientais para exploração irregular nas Serras do Curral, em BH, e do Botafogo, em Ouro Preto, na região Central. O inquérito aponta a participação de policiais, além de integrantes da cúpula da ANM e, ainda, de funcionários do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais.

A PF constatou que o esquema movimentou cerca de R$ 4 bilhões e, por isso, os envolvidos vão responder por organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, fraude em processos administrativos e crimes ambientais.

No outro inquérito, da Operação Parcours, são 17 indiciados por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, crimes ambientais e usurpação de bens da União. Nesta investigação, que também é um desdobramento da Operação Rejeito, a PF apurou a existência de um esquema para fraudar um processo de recuperação ambiental de uma mina na Serra do Curral, com o objetivo de exploração ilegal de lavra.

Conforme a PF, empresários e agentes públicos utilizavam documentos oficiais de recuperação ambiental para justificar intervenções que, na verdade, se tratavam da retirada de minério de ferro, o que gerou danos ambientais ao patrimônio ambiental de Belo Horizonte. Neste caso, a investigação aponta um faturamento ilegal pelos envolvidos de R$ 2,3 bilhões.

Os inquéritos finalizados foram enviados ao Ministério Público Federal. Procurada, a ANM disse que ainda não foi notificada do indiciamento dos diretores, mas acompanha os desdobramentos do caso.

A defesa de Caio Trivellato Filho negou as acusações, chamou de perseguição política e alegou que “as próprias investigações demonstraram que não recebeu valor algum de quem quer que seja”.

A CBN tenta contato com os advogados de Mauro Sousa.



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