PGR pede a André Mendonça para refazer delação de Camisotti no caso de fraudes no INSS

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que a delação premiada do empresário Maurício Camisotti, que confessou fraudes e desvios nas aposentadorias do INSS, seja refeita do zero. A informação foi adiantada pelo Estadão e confirmada pela CBN.
Depois que Camisotti firmou um acordo de delação com a Polícia Federal, o ministro André Mendonça, relator do caso, pediu um parecer da PGR.
A PGR destacou que a lei prevê a participação do Ministério Público nas colaborações. Como já houve anulação de outras colaborações premiadas por conta disso, a Procuradoria alertou que a delação era inválida. Com isso, se Mendonça acatar o pedido, os depoimentos deverão ser tomados novamente.
Camisotti comandava associações de aposentados que firmaram acordos com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para realizar descontos diretamente nas folhas de pagamento sem autorização dos beneficiários. Na delação, ele explicou a sistemática das fraudes envolvendo a inclusão de nomes de aposentados e os descontos indevidos.
O teor dos depoimentos de Camisotti está mantido sob sigilo e pode ser usado para abrir novas fases da Operação Sem Desconto. Ele está preso desde setembro do ano passado e aguarda a homologação da delação para tentar sair da prisão.



