Polícia Civil aguarda laudo do Cenipa e investiga queda de helicóptero na Vista Chinesa

As vítimas de um acidente de helicóptero no Rio de Janeiro neste último sábado ainda não foram identificadas. Três turistas colombianas e um piloto brasileiro morreram. Parentes das estrangeiras reclamaram da demora no processo de liberação dos corpos, dificultado pelo estado de carbonização que as mulheres foram encontradas. Especialistas alertam para a fiscalização insuficiente dos voos panorâmicos na cidade.
A Polícia Civil do Rio vai se reunir com representantes da empresa Voos Rio Panorâmico, responsável pelo helicóptero que caiu na Vista Chinesa, no Parque Nacional da Tijuca, no último sábado. Segundo fontes ouvidas pela CBN, a polícia pretende verificar quais eram as condições da aeronave utilizada e a situação do piloto.
O órgão aguarda ainda o resultado do inquérito do Cenipa, da Força Aérea Brasileira.
Esse acidente vitimou quatro pessoas, sendo três turistas colombianas da mesma família. Os corpos das estrangeiras ainda não foram formalmente identificados. O piloto Alessandro Rocha, a quarta vítima do acidente, foi velado nesta segunda-feira.
No IML, Vitor Manrique, parente das colombianas, afirmou que novos procedimentos de identificação terão de ser feitos, devido ao estado do corpo das mulheres. Ele reclamou ainda da demora na liberação:
“Temos que ter paciência, porque a identificação pode durar vários dias. A dificuldade é que os corpos estão irreconhecíveis por causa da carbonização. De qualquer forma, estamos tentando solicitar ao Instituto de Medição Legal que a identificação seja rápida, porque já temos 100% de certeza de que os três corpos que estão aqui são os da minha família”.
Sofía Murillo, de 17 anos, a mãe dela Wendy Manrique, de 37 anos, e a avó Lida Rocío Cubillos, de 59 anos, estavam juntas no helicóptero. De acordo com Vitor, a arcada dentária das mulheres devem ser usadas na identificação.
Segundo dados do Cenipa, o estado do Rio teve quatro acidentes em 2026 até julho deste ano. O acidente do último sábado seria o quinto. O especialista em segurança da aviação civil Marcus Reis aponta possíveis razões para esse aumento:
“Eu entendo que existe uma falha na infraestrutura tanto de controle de tráfego aéreo quanto na infraestrutura de fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil. Eu entendo que seja um problema de aumento de volume de tráfego aéreo e pouco investimento em infraestrutura”.
Vera Maurity, representante do movimento Rio Livre de Helicópteros, aponta que a proximidade destes passeios com a área residencial intensifica o perigo:
“Não adianta só controlar a altitude, tem que tirá-los de cima de zonas redesciais, porque poderia ter uma travessa muito maior. As grandes cidades também turísticas, também investem no turismo, Nova York, Paris, não existe”.
O acidente é investigado pela delegacia da Tijuca.



