janeiro 7, 2026

Polícia Civil não consegue terminar perícia no Shopping Tijuca por causa do calor; foco do incêndio chega a 70 graus


A Polícia Civil iniciou a fase preliminar da perícia no Shopping Tijuca após um incêndio atingir o centro comercial na última sexta-feira (2). Os peritos estiveram no local nesta terça-feira (6) para apurar as causas do início das chamas, mas não conseguiram terminar o trabalho por conta da alta temperatura, que atingiu os 70 graus. Além disso, também encontraram muita fuligem, destroços e havia risco de queda de estruturas internas.

A investigação está em andamento na 19ª DP (Tijuca). Nesta primeira análise, os peritos reconheceram o território e interditaram as áreas que devem permanecer preservadas para a investigação. Os locais delimitados foram a Bell’Art, seu entorno e a região do 1º piso imediatamente acima da loja, incluindo mais de dez unidades.

A visita dos agentes durou cerca de uma hora. A delegada Mayra Rodrigues afirmou que não havia condições de segurança pra chegar onde as chamas começaram.

“A gente encontrou uma dificuldade de acessar a loja, dentro da loja ainda está uma temperatura extremamente elevada, o perito constatou que está constante 70 graus, então o local ainda não está 100% estabilizado para que a perícia aconteça, o que o perito fez hoje foi reconhecer o território, vai ser necessário a apresentação de um projeto de estabilização que tem que ser aprovado pela Prefeitura e pela Polícia Civil e com esse projeto implementado é que a perícia por completo vai poder ser realizada”.

De acordo com informações do jornal O Globo, os peritos conseguiram confirmar que o fogo se iniciou em uma loja no subsolo do shopping. Mas os especialistas ainda precisam aprofundar as investigações para determinar se a pane realmente começou em um aparelho de ar-condicionado, que é a hipótese apontada como causa no momento.

A Polícia Civil disse ainda que solicitou imagens de câmeras de segurança e que outras diligências estão sendo realizadas para apurar as circunstâncias do incêndio. A Defesa Civil descarta o risco de desabamento total. De acordo com a delegada Mayra, a obra de estabilização deve demorar, e ainda não há prazo pra uma perícia completa acontecer.

Os depoimentos da superintendente do shopping e da chefe da brigada de incêndio, que aconteceriam nessa terça, foram adiados porque as defesas alegaram que não tiveram acesso aos autos. A polícia ainda investiga eventuais problemas na documentação da loja que pegou fogo e na atuação dos brigadistas.

O empresário Filipe Gonçalves, que possui uma loja no primeiro andar do shopping, estima que os prejuízos já estejam entre 30 e 40 mil reais, somente nestes primeiros dias.

Ele conta que a administração do Shopping tem mantido contato, mas que não há respostas concretas sobre questões como o aluguel, seguro e quando os lojistas poderão entrar no estabelecimento para verificar os prejuízos.

“O prejuízo tem sido bem grande porque a gente já deixou de faturar, nesses dias que o shopping está fechado, pelo menos de 30 a 40 mil reais. E a gente está no mês de janeiro, um mês muito delicado para o comércio, as pessoas estão voltando das festas. É um mês onde a gente acaba de pagar o aluguel dobrado, porque em dezembro a gente paga aluguel dobrado. Então é um mês muito delicado para o comércio, infelizmente aconteceu essa fatalidade e a gente está sem poder vender, que é o maior problema”.

Shopping esclarece evacuação

O shopping tem Certificado de Aprovação (CA) válido e emitido pelos bombeiros, o que inclui a aprovação das instalações dos sistemas de emergência e sinalização, conhecimento da planta do empreendimento. O plano de evacuação também foi aprovado pelos bombeiros, o que garantiu a saída segura de 7 mil pessoas que estavam no shopping com segurança

O Shopping confirmou em nota que recebeu os laudos da Defesa Civil que indicam a reabertura parcial e que aguarda a avaliação final do Corpo de Bombeiros. Além disso, reforça que focará seus esforços para realizar todas as manutenções necessárias e só voltará a funcionar garantindo a segurança e bem estar de clientes, lojistas e colaboradores.

Isso inclui reinstalar equipamentos de incêndio, sinalizações de emergência, além da verificação se estão já em plenas condições de uso, bem como reparos necessários em áreas atingidas.



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