Políticos do governo e oposição repercutem rejeição de Messias no Senado

“Não tem nada a ver com a reputação do ‘ministro’ Messias. O ‘ministro’ Messias é um dos melhores juristas da história desse país. Tem a ver com a circunstância da política. É uma sabatina e uma votação pressionada pelo processo eleitoral. A indicação, a nomeação do Membro para a AGU é a nomeação do Presidente da República, então tem quem ganha e quem perde no Congresso. Nós já tivemos quantas vitórias do Lula no Congresso? Quantas derrotos também já tivemos?”, disse.
O líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante, afirmou que a derrota foi um “recado claro ao Brasil” e não apenas uma votação:
“Isso é a prova de que o governo Lula hoje acabou, finalizou, não tem mais o que discutir. Um governo que não consegue, com emendas de bancada e com emendas extras, com cargos, aprovar um indicado ao STF, é um governo que já está terminado. É fim de festa, acabou o governo Lula e hoje o Senado da República começa a recuperar seu prestígio com a população, porque quem está mal com a população é o Lula e é o STF, porque se associaram para vilipendiar a democracia brasileira”, declarou.
O clima aqui no Salão Azul do Senado, na saída do plenário, é de muita agitação. Parlamentares da oposição seguem comemorando, gritando e gravando vídeos para as redes sociais.
O primeiro integrante da Esplanada dos Ministérios a se manifestar sobre a derrota do governo foi o ministro Guilherme Boulos, pelas redes sociais. Na publicação, ele disse que a aliança entre o bolsonarismo e a chantagem política venceram na rejeição ao nome de Jorge Messias ao STF.
Boulos também disse que o Senado sai “menor desse episódio lamentável”.



