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Quem tem medo de Grande Sertão: Veredas? Veja como encarar a obra mais densa e importante de Guimarães Rosa

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julho 13, 2026
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Quem tem medo de Grande Sertão: Veredas? Veja como encarar a obra mais densa e importante de Guimarães Rosa


A partir de conversas com estudiosos e pessoas que se dedicaram a desvendar aquele que é considerado o principal romance brasileiro, a CBN traz dicas pra quem quer ler a saga de Riobaldo e Diadorim, mas não consegue passar da “arrebentação”. Eles garantem: é muito mais possível do que você pode imaginar.

– Leia em voz alta. Guimarães Rosa criou praticamente um dialeto mesclando o erudito da língua portuguesa, regionalismos da região de Minas Gerais e as centenas de neologismos. Dessa mistura nasceu um texto reconhecidamente complexo e denso, mas não menos encantador. A leitura em voz alta de alguns trechos ajuda os iniciados a tomar intimidade com essa “nova língua”, é o que garantem os amantes de Grande Sertão.

– Insista. Para o escritor Eduardo Gianetti, titular da cadeira de número 2, que pertenceu a Rosa na ABL, o livro é como um grande amor que começa difícil, complicado, mas que, de repente, acontece.

– Leia distraidamente, como ensinava Clarice Lispector. A dica da tradutora da obra para o inglês, Alison Entrekin, é pra quem acha que está com um tratado denso nas mãos. Desmistifique o livro para poder ser surpreendido e se encantar.

– Não queira entender tudo cem por cento. A tradutora também sugere que você relaxe e não se preocupe em dominar todos os detalhes. A obra é vasta e rica demais. Dá para seguir sem se preocupar em apreender tudo.

– Peça ajuda aos “universitários”. Existe um livro chamado O Léxico de Guimarães Rosa que já ajudou muita gente a ler Grande Sertão: Veredas. São 800 verbetes que te ajudam a entender como surgiram aquelas palavras “estranhas” usadas na obra.

– Aceite o ritmo, com calma. A partir daí, a sonoridade das palavras passa a ganhar sentido. Mais uma vez, segundo Gianetti, primeiro estranha-se a obra, depois “embruxa-se” dela. É quando está feito o feitiço e a saga dos jagunços pelo sertão de Minas, Goiás e Bahia cai nas graças do leitor.



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