Relatório da Aneel aponta falhas em plano de contingência da Enel após apagão na Grande SP

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) concluiu em relatório que o plano de contingência da Enel não se mostrou suficiente e teve resultado insatisfatório para lidar com a crise de dezembro do ano passado, quando fortes ventos atingiram a Grande São Paulo e deixaram quase 4,5 milhões de imóveis sem luz.
O relatório também concluiu que foram escaladas equipes de baixa produtividade, sem domínio específico, com equipamentos e materiais inadequados para solucionar as ocorrências e atuando em escalas de trabalho semelhantes aos períodos sem contingências.
Apesar da distribuidora ter disponibilizado mais de 1500 equipes, a maioria não atuava com frequência no atendimento a ocorrências emergenciais.
A Aneel ainda destacou no documento que a energia voltou totalmente somente seis dias após o início da crise.
Naquele mês, a Aneel já havia notificado a Enel São Paulo, cobrando explicações sobre a reincidência de falhas graves, também registradas em 2023 e 2024, e alertando que o descumprimento contratual pode levar à caducidade da concessão.
A agência destacou ainda que o evento não foi inesperado: institutos de meteorologia e a Defesa Civil haviam alertado formação do ciclone e o potencial de danos à rede elétrica à época.
Na ocasião, a Prefeitura de São Paulo também notificou a Enel e a Aneel, questionando a grande quantidade de veículos da concessionária parados durante o apagão.
Em nota, a Enel disse que seguirá trabalhando para demonstrar que cumpriu integralmente com os critérios estabelecidos pela Aneel em 2024. E que, apesar da severidade do evento climático de dezembro do ano passado, restabeleceu o serviço aos clientes mais rapidamente do que no apagão de 2024.







