março 31, 2026

Secretário de Trump afirma que principal esforço dos EUA na guerra com Irã é chegar a um acordo


O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (31) que o foco ‘principal’ dos Estados Unidos neste momento do conflito é buscar um acordo que ponha fim à guerra com o Irã.

‘Nosso trabalho é garantir que o Irã perceba que este novo regime, este regime no poder, estará em uma situação melhor se fechar esse acordo. Estamos trabalhando em conjunto, mas o esforço principal é um acordo. Queremos que esse acordo seja concretizado, se possível, caso contrário, estamos preparados para continuar’, disse, durante coletiva de imprensa no Pentágono.

Depois, Hegseth afirmou que caberia ao presidente Donald Trump ‘determinar exclusivamente’ quando os objetivos dos EUA no Irã ‘estivessem completos e quando fosse do interesse do povo americano fechar esse acordo’.

Em meio a isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta terça-feira (31) que não há mais nenhuma ameaça por parte do Irã no Estreito de Ormuz. Apesar de ainda se recusar a retirar as tropas americanas do local, ele defendeu que os países que estão sofrendo com o fechamento devem reabrir por conta própria.

‘Estarei lá, mas se eles estão com dificuldades para obter petróleo, que venham e peguem, como deveriam. Que venham e peguem. Eles não quiseram ajudar ninguém. A OTAN é terrível, e todos eles são terríveis. Então, se querem petróleo, que venham e peguem. Não há ameaça real, não há ameaça substancial porque o país [Irã] foi devastado. Que venham e peguem. Já passou da hora de fazerem algo por si mesmos’, disse, em entrevista à CBS News.

Trump reiterou sua frustração com o fato de outros países não terem enviado recursos militares para se juntarem à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, mas disse que ainda não estava pronto para retirar as forças americanas do conflito.

‘Em algum momento, sim, mas ainda não. Os países precisam intervir e resolver a situação. O Irã foi dizimado, mas eles terão que intervir e fazer a sua parte’.

Antes, Trump publicou na sua rede social Truth Social que os países que enfrentam escassez de combustível de aviação devido à interrupção de circulação no Estreito de Ormuz devem ter formas de garantirem seus próprios suprimentos.

Donald Trump durante jantar anual do Comitê Nacional Republicano do Congresso. — Foto: Jim WATSON / AFP

Ele aprevitou a publicação para criticar o Reino Unido e também dizer para que esses países comprem suprimentos dos EUA ou ‘vão até o Estreito e simplesmente tomem’.

‘A todos esses países que não conseguem obter combustível de aviação por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a se envolver na decapitação do Irã, tenho uma sugestão para vocês: Número 1, comprem dos EUA, temos bastante, e Número 2, criem coragem, vão até o Estreito e simplesmente TOMEM’, escreveu.

‘Vocês terão que começar a aprender a lutar por si mesmos, os EUA não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá para nos ajudar. O Irã foi, essencialmente, dizimado. A parte difícil já passou. Vão buscar seu próprio petróleo!’

Milhares de paraquedistas das Forças Armadas dos Estados Unidos chegaram ao Oriente Médio. Segundo informações da agência de notícias Reuters, os soldados se somam aos 2,5 mil fuzileiros navais que desembarcaram no final de semana.

As autoridades não especificaram para onde os soldados foram enviados. No começo do mês, o presidente Donald Trump havia cogitado enviar tropas terrestres ao Irã

Nessa segunda (30), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou não ter um cronograma para o fim da guerra com o país persa. O líder israelense também disse que, em parceria com Washington, Tel Aviv já atingiu mais da metade dos objetivos militares no conflito.

Segundo Netanyahu, o foco agora é bombardear o estoque de urânio enriquecido iraniano. A declaração ocorreu em uma entrevista ao site norte-americano Newsmax.

Trump disse a assessores que está disposto a encerrar o conflito mesmo que o Estreito de Ormuz continue fechado. As informações foram reveladas pelo jornal ‘The Wall Street Journal’ com base no relato de autoridades.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a gestão Trump tem interesse em pedir aos países árabes que paguem pelos custos da guerra com o Irã. Essa foi a primeira vez que o governo americano falou em dividir prejuízos.

Em coletiva de imprensa, Leavitt disse ainda que as negociações entre os dois países continuam e estão ‘progredindo bem’. Porém, ela afirmou que o que é dito pelo Irã em público ‘não é o mesmo que é dito no privado’.

Nessa segunda-feira (30), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã chamou de ‘fora da realidade, desproporcionais e excessivas’ as propostas do presidente americano. Neste momento, as negociações são mediadas pelo Paquistão.

Os Estados Unidos apresentaram uma primeira proposta de cessar-fogo, que foi rejeitada por Teerã. Depois, foi feita uma contraproposta.

A porta-voz da Casa Branca relembrou ainda que restam sete dias para que acabe a pausa nos ataques dos Estados Unidos a usinas de energia do Irã. O anúncio foi feito por Trump, na quinta-feira, a pedido do governo iraniano como parte das negociações.

Ilha de Kharg serve como ponto estratégico do Estreito de Ormuz para o Irã. — Foto: 2026 Planet Labs PBC/Divulgação



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