Tarcisio diz que cancelamento do debate da TV Globo arranha imagem do judiciário

O governador Tarcísio de Freitas disse que o cancelamento do debate de candidatos à Presidência, que aconteceria na noite de quinta-feira (1°) na TV Globo, arranha ainda mais a imagem do judiciário brasileiro.
Durante agenda nesta sexta, na capital paulista, o candidato à reeleição ao governo do estado pelo Republicanos fez uma analogia com o futebol, dizendo que o árbitro tem que deixar o jogo correr e não interferir na partida:
“Quando as intervenções do judiciário afetam o debate público, acabam interferindo no debate público, a gente tem um problema sério. A gente precisa refletir sobre isso, porque era a última oportunidade para que projetos fossem colocados sobre a mesa, para que a gente pudesse discutir problemas, para que a gente pudesse discutir oportunidades”, disse.
Tarcísio ainda comentou as expectativas para o domingo: disse acreditar que vai vencer o adversário Fernando Haddad, do PT. Em um eventual segundo turno no cenário nacional, Tarcísio afirmou que seguirá apoiando o candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
O petista Fernando Haddad fez campanha em São Bernardo do Campo, no ABC.
Nesta sexta-feira, o Tribunal Regional Eleitoral autorizou que o PT realize um ato na Paulista, neste sábado, após a prefeitura da capital ter desencorajado a manifestação política na avenida. Haddad falou sobre o ato e confirmou a agenda, acrescentando que é tradicional das campanhas petistas:
“E uma caminhada em São Paulo, como nós fizemos também em 2022, no sábado, você não pode pedir voto, respeitando a legislação, nós vamos fazer a nossa caminhada. Eu acho que a campanha cumpriu o seu objetivo. Com pouco tempo de TV, infelizmente, o meu adversário também não participou dos debates, das sabatinas, das entrevistas, então, ele ofereceu pouca condição de comparação e tendo só dois candidatos”, afirmou.
Na eleição de 2022, o presidente Lula também encerrou a campanha com uma carreata na Avenida Paulista, na véspera do primeiro turno da eleição.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, do MDB, disse à CBN que não há nenhuma proibição por parte da gestão municipal ao último ato de campanha de Lula, mas que enviou ao PT um ofício alertando sobre as recomendações para não obstruir o trânsito. Ele pediu ‘bom senso’ à campanha.



