abril 30, 2026

Tarcísio diz que rejeição de Jorge Messias ao STF 'escancara fragilidade do governo'


Messias, que é advogado-geral da União, foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, mas teve o nome rejeitado pelo Senado por 42 votos a 34, com uma abstenção.

Para Tarcísio, a derrota evidencia a dificuldade de articulação do governo federal e mostra que não há ambiente político para uma nova indicação antes da eleição:

“A derrota do governo ontem é reveladora. A gente não está falando da reprovação de um nome, a gente está falando da reprovação de um governo. Essa derrota escancara a fragilidade do governo que não teve condição de articular e aprovar um nome para o Supremo Tribunal Federal, algo que não acontecia há 132 anos. (…) Eu acho que isso é muito ruim para o governo do PT. A partir do momento em que o presidente da República não consegue fazer um ministro do Supremo, fica claro que ele não tem mais força.”

Em outra crítica ao governo federal, Tarcísio voltou a mencionar o embate sobre a “paternidade” do túnel Santos-Guarujá, no litoral paulista. A obra conta com recursos do governo estadual, da União e da concessionária responsável pelo projeto.

O governador defendeu que o túnel é um projeto essencialmente do estado de São Paulo, que responde pela maior parte dos investimentos. Ele afirmou que, ao considerar aporte e contraprestação, cerca de 84% dos recursos são estaduais, contra 16% federais, e reforçou que o foco deve estar na execução da obra, e não em disputas políticas. Tarcísio também disse que aguarda a liberação de recursos federais, após ajustes de governança solicitados por órgãos de controle.

Na ocasião, o governador também anunciou que será aberto, no próximo mês, um escritório em Santos para capacitação de mão de obra voltada às obras do túnel.

Durante agenda na Baixada Santista, Tarcísio comentou, ainda, a operação que afastou auditores fiscais da Secretaria da Fazenda por suspeita de irregularidades. Ao todo, cinco servidores foram demitidos após investigações apontarem um esquema de pagamento de propina em troca de benefícios fiscais.

Segundo o governador, o estado não será tolerante com desvios de conduta e os envolvidos serão punidos nas esferas administrativa e penal. Ele afirmou que as medidas fazem parte do reforço dos mecanismos de controle interno e do combate à corrupção.



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