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Tarifaço dos EUA deve atingir menos o Rio, mas reforça a necessidade de diversificação da economia do estado

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julho 22, 2026
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Tarifaço dos EUA deve atingir menos o Rio, mas reforça a necessidade de diversificação da economia do estado


Começa a valer nesta quarta-feira a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a uma série de produtos brasileiros.

O petróleo, principal produto exportado pelo Estado do Rio de Janeiro, ficou fora da lista. Ainda assim, a tarifa vai atingir cerca de 3 mil produtos. O economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mauro Osório, afirma que a fragilidade da indústria fluminense faz com que o estado seja menos afetado pelo tarifaço, embora isso também evidencie a falta de diversificação da economia.

“Infelizmente, o peso da indústria no total da economia fluminense é pequeno, porque a gente tem uma estrutura industrial muito rara e a indústria continua importante, porque ela contrata muito serviço, ela contrata muita matéria-prima, ela demanda inovação tecnológica, o salário médio da indústria é maior do que o salário médio do serviço na agricultura. Então, na verdade, a gente acaba sendo menos afetado, mas mais pelo peso mínimo que a gente tem no Estado do Rio de Janeiro, que a gente precisa ter uma política para ampliar.”

Ainda assim, os Estados Unidos são um importante parceiro comercial do Rio de Janeiro. Entre janeiro e maio deste ano, o país foi o segundo principal parceiro comercial do estado, com uma corrente de comércio de US$ 3,5 bilhões. Os dados são do Comex Stat, sistema do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços que reúne informações sobre o comércio exterior brasileiro.

Mauro Osório avalia que o tarifaço pode representar uma oportunidade para o Rio diversificar tanto os parceiros comerciais quanto a própria economia. Segundo ele, a indústria de transformação, especialmente a ligada aos derivados de petróleo, pode ganhar força.

“Mas, enfim, é claro que você também tem que procurar diversificar, e, independente disso, a gente diversificar a estrutura produtiva. E tem uma área que essa crise pode jogar mais luz nessa necessidade e é imensurável o Estado de Janeiro, que são os derivados de petróleo, que aí já é indústria de transformação, seja refino, seja fertilizante.”

Há ainda a expectativa de que os Estados Unidos apliquem uma sobretaxa adicional de 12,5% por supostas falhas na fiscalização de importações produzidas com trabalho forçado. A medida é esperada pelo governo brasileiro ainda nesta semana. A principal dúvida é se essa nova taxa será somada aos 25% que entraram em vigor nesta quarta-feira. Se houver acúmulo, os produtos brasileiros poderão enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.



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