Trump ameaça o Irã: 'só estão vivos para negociar'

Às vésperas das negociações com o Irã, o presidente americano Donald Trump disse que o país “só está vivo hoje para negociar” e fez novas ameaças afirmando que o Exército dos Estados Unidos está “carregando os navios com as melhores munições” caso as negociações de paz fracassem.
Os representantes dos dois países devem se reunir a partir de amanhã no Paquistão para negociar o fim da guerra no Oriente Médio.
O vice-presidente JD Vance vai liderar a comitiva americana. Nesta sexta-feira, ele disse estar confiante com as reuniões deste sábado, mas deu um aviso a Teerã:
“Estamos ansiosos pela negociação. Acho que será positiva. Veremos, é claro, como disse o presidente dos Estados Unidos, se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa fé, e certamente estaremos dispostos a estender a mão. Se eles tentarem nos enganar, descobrirão que a equipe de negociação não é tão receptiva”
Frente às ameaças americanas, o Irã impôs uma condição para que o diálogo com os Estados Unidos avance.
Hoje, o país afirmou que um cessar-fogo no Líbano deve ser estabelecido antes que as negociações de paz possam prosseguir.
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Qalibaf, disse pela rede social X que isso já tinha sido acordado com os Estados Unidos e alertou que as negociações não começariam até que o cessar-fogo fosse cumprido.
O Líbano tem sido atacado pelas Forças Armadas de Israel por conta da presença do grupo terrorista Hezbollah na região. Hoje, um ataque israelense a um prédio governamental matou 13 agentes das forças de segurança libanesas. Apesar disso, em um comunicado, o presidente do país afirmou que o Líbano não irá recuar na defesa da própria soberania.
Bom, as conversas de amanhã ocorrem após um cessar-fogo anunciado na terça-feira, que prevê uma pausa de duas semanas nos ataques dos Estados Unidos e de Israel, em troca do compromisso do Irã de reabrir o Estreito de Ormuz, que ainda permanece praticamente paralisado. Nesta sexta-feira, o regime iraniano divulgou que mais de 3 mil pessoas morreram no país durante a guerra, que durou quase seis semanas até agora.








