Trump considera lançar ataques limitados ao Irã para forçar país a aceitar acordo, diz jornal

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está considerando lançar ataques preliminares e limitados contra o Irã com o objetivo de forçar o país a concordar com as exigências americanas para um acordo nuclear. A informação está em uma reportagem do jornal Wall Street Journal.
Citando fontes familiarizadas com o assunto, o veículo afirma que os ataques iniciais poderiam ocorrer em poucos dias, caso sejam aprovados por Trump, visando diversos alvos militares ou governamentais.
Se o Irã continuar a rejeitar a exigência de Trump de abandonar seu programa de enriquecimento de urânio, o relatório indica que os EUA ampliarão sua ofensiva militar para incluir alvos do regime, com o possível objetivo de retirada dos aiatolás do poder.
Uma fonte citada no relatório afirma que Trump poderia começar com ataques mais limitados antes de intensificá-los até que o regime concorde em desmantelar seu programa nuclear ou seja deposto.
Durante abertura da primeira reunião do Conselho de Paz, o republicano comentou que que saberão ‘ao longo dos próximos 10 dias’ o que acontecerá sobre o Irã, se uma negociação ou um ataque.
‘Talvez tenhamos que dar mais um passo, ou talvez não. Talvez cheguemos a um acordo. Provavelmente vocês saberão nos próximos 10 dias’.
Ainda em seu discurso, destacou seu genro Jared Kushner e o enviado especial dos EUA Steve Witkoff, sobre as negociações com o Irã.
‘O Irã é um ponto crítico neste momento. Eles estão se reunindo e têm um bom relacionamento com os representantes do Irã e, você sabe, boas conversas estão sendo realizadas. Ao longo dos anos, ficou comprovado que não é fácil chegar a um acordo significativo com o Irã. Precisamos chegar a um acordo significativo, caso contrário, coisas ruins acontecerão’.
O republicano também comentou que o país persa ‘não pode desenvolver’ uma arma nuclear.
‘Temos trabalho a fazer com o Irã. Eles não podem ter armas nucleares. É muito simples. Não pode haver paz no Oriente Médio se eles tiverem armas nucleares’.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso no Conselho de Paz. — Foto: SAUL LOEB / AFP
Ainda durante sua fala, Trump comentou sobre planos de paz para a Faixa de Gaza. Segundo ele, atualmente ‘há paz no Oriente Médio’ e a guerra no enclave palestino ‘acabou’.
O presidente americano pressionou o Hamas a seguir o acordo combinado.
Trump se referiu a ataques israelenses ao longo das últimas semanas como ‘pequenas chamas’.
Irã responde que não quer guerra após nova fala de Trump, mas defende que qualquer hostil é alvo legítimo
Ali Khamenei, líder supremo do Irã. — Foto: KHAMENEI.IR / AFP
O enviado do Irã às Nações Unidas afirmou que o país responderá ‘decisivamente’ a qualquer ‘agressão militar’ dos Estados Unidos, em uma carta na qual insta o Conselho de Segurança da ONU a condenar as recentes ameaças do presidente Donald Trump.
O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, pediu na quinta-feira que os membros do Conselho de Segurança e o secretário-geral da ONU, António Guterres, ajam.
‘Dada a situação instável na região e a movimentação e o acúmulo persistentes de equipamentos e recursos militares por parte dos Estados Unidos, uma declaração tão beligerante do Presidente dos Estados Unidos não deve ser tratada como mera retórica’, diz o texto.
O enviado iraniano reforçou que seu país ‘não busca tensão nem guerra e não iniciará nenhuma guerra’.
Mas ele afirmou que, se o Irã fosse atacado, consideraria ‘todas as bases, instalações e ativos da força hostil’ na região como ‘alvos legítimos’.







