Um dos fundadores do Clube da Esquina, Márcio Borges é empossado na Academia Mineira de Letras

O poeta, escritor e compositor do Clube da Esquina, Márcio Borges, tomou posse na Academia Mineira de Letras, neste sábado, na sede em Belo Horizonte. O novo acadêmico ocupa a cadeira de nº 29, fundada por Lindolpho Gomes e que tem como patrono Aureliano Pimentel.
Poeta, compositor e escritor mineiro, Márcio Borges nasceu em 31 de janeiro de 1946, em Belo Horizonte. Juntamente com o parceiro musical e amigo Milton Nascimento, Márcio Borges construiu uma sólida carreira nacional e internacional, tendo mais de duzentas composições musicais gravadas por astros como o próprio Milton Nascimento, além de Elis Regina, Nana Caymmi, Sérgio Mendes e muitos outros.
Agora imortal da Academia Mineira de Letras, Márcio Borges celebrou a cadeira e disse que sente o reconhecimento de seu trabalho:
“Eu acho que para mim é uma grande satisfação ver que um trabalho de uma vida inteira foi reconhecido como uma coisa que tem valor na cultura mineira. Apresentei minha candidatura, fui eleito com 32 dos 34 votos, isso me deixou mais alegre ainda. E eu realmente estou aqui me sentindo em casa, porque eu estou cheio dos amigos, dos parentes, dos intelectuais que eu tanto admiro, então está muito bom.”
Márcio Borges também se destacou como cinéfilo, roteirista e cineasta amador, ganhando prêmios nacionais e internacionais em festivais da juventude, como o curta-metragem Joãozinho e Maria, feito em 1967. Márcio firmou-se também como diretor de espetáculos musicais de Milton Nascimento e Lô Borges, atividade que exerceu ao longo de duas décadas.
O presidente emérito da Academia Mineira de Letras, Rogério Tavares, acredita que o trabalho de Márcio Borges é uma das grandes relíquias da cultura mineira:
“Márcio Borges é um dos principais criadores, um dos principais realizadores artísticos da cultura mineira do século XX, certamente. Um dos mais sofisticados compositores. As letras que ele compôs estão entre os melhores clássicos da música popular brasileira. Eu não tenho dúvida disso. Eu não tenho dúvida em afirmar que daqui a 40, 50, 60 anos, os nossos pósteros estarão ouvindo Equatorial, Clube da Esquina, Girassol da Cor do Seu Cabelo, Tudo o Que Você Podia Ser e outros clássicos.”
A cadeira 29, ocupada por Márcio Borges, já foi de Milton Campos, Pedro Aleixo, Gustavo Capanema, Murilo Badaró, Affonso Arinos Filho e, mais recentemente, por José Fernandes.



