Vale a pena trocar um investimento do CDB pelo Tesouro IPCA+?

A Patrícia tem um valor aplicado em um CDB, atrelado ao CDI, que só vai vencer ao final de 2027. Como não vai usar esse dinheiro, ela pensou em desaplicar para investir uma parte no Tesouro IPCA+, para aproveitar a Selic de 14,25% ao ano.
A outra parte continuaria no banco, porque ela tem vantagens, como a isenção da taxa de manutenção da conta, cartão de crédito sem anuidade e 10 dias sem juros no cheque especial, se precisar.
Ela pergunta se é uma boa estratégia.
Confira a resposta do especialista:
Patrícia, já faz mais de um ano que a diferença entre a Selic e a inflação está muito alta. A consequência disso é que os juros das aplicações financeiras estão superando com folga o IPCA, o índice oficial da inflação.
No Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+, com juros semestrais e vencimento em 2037, por exemplo, tem remuneração de inflação mais 8% ao ano. A remuneração do seu CDB atrelado ao CDI atualmente é de mais ou menos inflação mais 10% ao ano. Essa taxa de juros acima da inflação é insustentável a longo prazo, porque aumenta muito o custo financeiro para o governo e para as empresas.
A perspectiva, então, é que em algum momento as taxas caiam para baixo dos níveis atuais. Portanto, ao travar esse ganho por um período longo, a tendência é melhorar a sua rentabilidade, apesar do menor rendimento no curto prazo. É um risco fazer essa troca, mas tem boas chances de dar certo.



